Enquanto continuarmos a medir o rigor pelo número de documentos exigidos e não pela qualidade das decisões tomadas, continuaremos a ser, apenas, um país onde o papel muda de formato, mas a burocracia permanece intacta.
A tecnologia por si só não gera valor; o valor surge quando a organização se reestrutura em torno dela. O mesmo princípio se aplica à inteligência artificial.
A Administração Pública não precisa apenas de novas soluções. Precisa de soluções que funcionem entre si. De sistemas que comuniquem. Caso contrário, o resultado é um desperdício de dinheiro público, duplicação de custos e uma experiência caótica para cidadãos e empresas.
A pergunta estratégica para Portugal não deveria ser apenas como atrair mais investimento estrangeiro. A questão mais importante é como transformar o país em um dos destinos mais desejados do mundo para cientistas, pesquisadores, empreendedores e profissionais altamente qualificados.
Mais uma vez, temos uma oportunidade decisiva para colocar Portugal na liderança da transição energética. O despacho n.º 4411-A/2026 surge num momento crítico e pode revelar-se determinante, posicionando o país como um bom exemplo para a Europa e o resto do mundo.
A mobilidade empresarial deixou de ser um tema operacional. É hoje uma variável com impacto direto na eficiência financeira, na continuidade do negócio e na capacidade de planeamento das organizações.
De acordo com evidências recolhidas ao longo de décadas de atuação, a proximidade da família reduz os níveis de ansiedade e o trauma da hospitalização na criança e jovem e pode acelerar o processo de cura.
Mesmo que o acordo entre os EUA e o Irão consiga a abertura do estreito de Ormuz, há vários obstáculos ao regresso à normalidade, para lá de ser de esperar uma nova “surpresa” por parte de Trump.
A nova batalha industrial europeia já começou. E a grande ironia deste momento é que uma parte importante da reindustrialização europeia poderá acabar por chegar… vinda da própria China.
Cuba desapareceu do radar, na cobertura noticiosa, substituída por crises mais estratégicas. O resultado é de partir o coração: um país encurralado entre um regime incompetente e incapaz e uma política externa punitiva que falha nos seus objetivos declarados.
Em Portugal ainda há quem proponha a redução da idade da reforma, o Chega. É um imposto sobre as novas gerações em formação, sob a capa de uma benesse aos votantes, cada vez mais velhos. É uma fraude.
Nem tudo são rosas nas contas públicas. A ainda elevada dívida pública portuguesa reforça a necessidade de os decisores políticos atuarem com prudência. E a rigidez da despesa pode comprometer a capacidade de resposta a desafios futuros.
A confiança não será restaurada em semanas nem meses. Exigirá tempo. Exigirá previsibilidade. No fundo, memorando representa algo mais profundo do que um simples acordo diplomático. Representa o reconhecimento mútuo dos limites do poder.
O Banco Central Europeu cometeu mais um erro de política monetária. A inflação tem origem exógena e encarecer o crédito significa deprimir ainda mais a atividade e dificultar a atuação dos governos.
A imagem de um meio‑campo que segura a bola sem progressão, vista no jogo de Portugal com o Congo, neste Mundial de Futebol, é metáfora involuntária do país. Circulamos entre intenções, adiamos decisões, consumimos tempo… e depois encolhemos os ombros.
Se a Reforma Tributária insiste em tratar a mineração como pecado, o melhor caminho para o setor talvez seja transformar penitência em estratégia, e sair na frente de quem ainda não leu o jogo.
O comportamento da polícia confirmado em julgamento, depois do caso da esquadra de Alfragide, demonstra que há um padrão de actuação da PSP: manipulam as provas e difundem, posteriormente, uma versão dos factos que não corresponde com a realidade.
A transição energética é fundamental para o desenvolvimento económico, mas também para responder às alterações climáticas. Numa série de 10 artigos de opinião, membros da Federação de Advogados de Língua Portuguesa avaliam as diferentes geografias da lusofonia. Este é último, de conjunto.
A evolução para posições extremistas tem, em regra, por base, problemas de insegurança dos novos líderes nas suas novas funções e o terror à concorrência.
Por ironia histórica, a decisão americana de impor a paz no Golfo converte-se numa das mais pesadas sanções que alguma vez se abateram sobre o Kremlin, sem que ninguém precisasse de a decretar.
Defender que o ensino superior deve estar aberto a todos não é defender facilitismo. É defender que o talento não pode ser desperdiçado por razões económicas, geográficas ou sociais.
A dignidade não é uma factura que se paga em horas de trabalho. É um ponto de partida. Está escrita logo no princípio da Constituição, antes de tudo o resto, precisamente porque não depende de mérito, de comportamento, nem de contraprestação.
O Tribunal de Justiça da União Europeia tem vindo a assumir um papel que deveria caber antes de mais aos legisladores: deixar claro que a luta contra o abuso fiscal não justifica tudo.