Enquanto continuarmos a medir o rigor pelo número de documentos exigidos e não pela qualidade das decisões tomadas, continuaremos a ser, apenas, um país onde o papel muda de formato, mas a burocracia permanece intacta.
A tecnologia por si só não gera valor; o valor surge quando a organização se reestrutura em torno dela. O mesmo princípio se aplica à inteligência artificial.
A Administração Pública não precisa apenas de novas soluções. Precisa de soluções que funcionem entre si. De sistemas que comuniquem. Caso contrário, o resultado é um desperdício de dinheiro público, duplicação de custos e uma experiência caótica para cidadãos e empresas.
A política externa chinesa combina o multilateralismo com a ação bilateral, especialmente em África, onde se concentra uma parte significativa dos seus interesses económicos e de segurança.
Um exemplo: consumidores que aceitam um seguro de avarias para um televisor estão a pagar por uma proteção que a lei já lhes oferece. E quando tentam ativar o seguro, a realidade é bem diferente.
O financiamento sustentável está a deixar de ser apenas uma tendência ESG para se afirmar como uma ferramenta estratégica de acesso a capital, credibilidade e crescimento para as empresas portuguesas.
Durante décadas, o desenvolvimento de software esteve reservado a profissionais altamente especializados. A inteligência artificial veio alterar esse paradigma de forma radical.
Há muito mais riqueza, mas nós continuamos, essencialmente, na mesma. Porque somos muitos mais, devido aos fluxos migratórios excecionalmente elevados que, até aqui, não estavam totalmente incorporados nas estatísticas, e isso faz toda a diferença.
Nem Reforma Laboral nem consenso político à direita e à esquerda, com a rejeição do pacote a afastar o Chega como parceiro preferencial do Governo. O mesmo aconteceu com a Prestação Social Única.
As políticas públicas devem dar prioridade à expansão da conectividade, ao acesso fácil a ferramentas digitais e à democratização do conhecimento tecnológico, para que ninguém fique excluído ou inadaptado na atual vertigem desenvolvimentista.
Os investidores americanos aceitam e investem em projetos com muito risco, como a SpaceX, ao contrário dos europeus que preferem os depósitos a prazo na banca.
Enquanto a Fed influencia o ciclo financeiro global, o BCE opera num contexto de dependência externa e de fragmentação interna. A ausência de uma verdadeira união financeira e orçamental limita ainda mais a sua capacidade de resposta.
Quando o estreito de Ormuz fecha, o investidor descobre na pele o que é risco sistémico. E descobre, também, que existe um mercado inteiro construído para se proteger disso.
A pergunta relevante não é quando termina Trump. É o que sobra depois dele, e se esse saldo serve, ou não, os interesses estratégicos americanos a longo prazo.
Na banca, cumprir a lei é o ponto de partida. O verdadeiro desafio é transformar esse cumprimento em confiança concreta: numa informação mais clara, num processo mais simples, numa decisão mais responsável. Porque a confiança não se declara, constrói-se todos os dias em cada produto, em cada processo e em cada interação com o cliente.
Enquanto Piketty propõe o decrescimento, várias personalidades portuguesas escrevem artigos inflamados, clamando que tal proposta é contra a natureza, por limitar um impulso básico humano de procurar o crescimento.
Nos mercados mais maduros, da Europa e do Golfo Pérsico, a preocupação das empresas familiares deixou há muito de ser apenas a criação de riqueza e passou a ser a sua preservação e passagem entre gerações.
Às vezes há situações que, tendo pouco em comum em termos de materialidade, se assemelham em termos de processo. Caso da negociação do acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irão e a discussão do pacote laboral.
Um processo de internacionalização não pode estar apenas preparado para evolução positiva e crescimento, devendo considerar desafios. Desistir de um mercado é abdicar de relações, contratos, possíveis lucros e de um posicionamento conquistado.