Enquanto continuarmos a medir o rigor pelo número de documentos exigidos e não pela qualidade das decisões tomadas, continuaremos a ser, apenas, um país onde o papel muda de formato, mas a burocracia permanece intacta.
A tecnologia por si só não gera valor; o valor surge quando a organização se reestrutura em torno dela. O mesmo princípio se aplica à inteligência artificial.
A Administração Pública não precisa apenas de novas soluções. Precisa de soluções que funcionem entre si. De sistemas que comuniquem. Caso contrário, o resultado é um desperdício de dinheiro público, duplicação de custos e uma experiência caótica para cidadãos e empresas.
A questão mais interessante será perceber o que verdadeiramente terá mudado, e o que ficará próximo da situação que vigorava em finais de 2025, pois o acordo anunciado suscita dúvidas relativamente à sua solidez e sustentabilidade a longo prazo.
Nas cerimónias do Dia de Portugal, é comum ver figuras de Estado com um semblante de ateus forçados a assistir a uma cerimónia religiosa, numa atitude de indiferença e cinismo.
Para a China, a soberania alimentar constitui uma peça basilar da sua política, construída na conjugação de relações intersectoriais concretas. Neste sentido, a soja, pelo desempenho nessas múltiplas relações, tornou-se um eixo extremamente importante.
Soberania dos dados não significa isolamento tecnológico. Significa capacidade de decisão autónoma, resiliência face a dependências externas, e um modelo de governação que sirva os interesses nacionais e europeus.
É interessante perceber que, mesmo num mundo dominado pela digitalização e pelos ativos financeiros abstratos, continua a existir uma procura muito forte por bens nos quais podemos tocar. E a joalharia ocupa aí um espaço muito particular.
O novo quadro regulatório não é apenas uma medida fiscal: é o primeiro pilar de uma transformação digital e estrutural do sistema aduaneiro europeu que definirá as regras do comércio transfronteiriço na próxima década.
Se a produtividade não aumenta, as empresas não crescem e os níveis de adesão a práticas de mecenato, por maior que seja o benefício fiscal e menor a burocracia, não irão aumentar. E como está tudo ligado, o impacto deste pacote laboral pode, inclusive, inviabilizar algumas boas iniciativas legislativas, como a nova Lei do Mecenato Cultural.
Quem constrói a infraestrutura, introduz a tecnologia, é o primeiro beneficiário. A seguir, quem desenvolve as aplicações. Mas, depois, ganha quem souber o que fazer com estas ferramentas e daí retirar valor. É aqui que estamos a entrar, rapidamente.
O modelo produtivo associado ao touro bravo surge como um exemplo particularmente relevante de compatibilização entre actividade económica, conservação da natureza e coesão territorial.
As midterms são um barómetro ao Presidente, cuja taxa de rejeição é hoje cerca de 60%. Somando isto à recente subida dos juros dos títulos do Tesouro a 10 anos, são más notícias para o POTUS pois sinalizam uma provável subida da inflação.
Na Magnifica Humanitas, o Papa Leão XIV emerge como um dos dirigentes mais lúcidos do espaço europeu contemporâneo. E é interessante notar que a sua postura converge de forma notável com a de Mario Draghi sobre a crise económica e política da UE.
Os efeitos começam a ser visíveis na falta de resposta ao aumento de custo de vida. O Governo foi esgotando a margem orçamental e tem agora dificuldade em assumir novas medidas, quando precisa.
Não fomos capazes de criar concorrentes da Amazon, Microsoft, Google, muito porque os europeus não foram ensinados, nem incentivados, a investir no mercado de capitais. É aqui que os EUA continuam a ter a sua força.
A verdade é que esta não é uma horda de bárbaros que invadiu Lisboa, mas uma escolha coletiva com custos distribuídos de forma desigual. Como portugueses, estamos cada vez mais ausentes da nossa própria cidade.
Um país que não ensina a julgar entrega o discernimento a quem programa a máquina, e uma nação que delega o seu juízo deixa de ser soberana muito antes de o saber. A isto chamo soberania intelectual.
A obrigatoriedade de “trabalho social” invoca a reprovação moral de quem alegadamente “não faz nada” e, por isso, se necessita de algo, tem de o “merecer”.
Escrevo, atrevo-me a generalizar: escrevemos para homenagear as crianças que fomos e que não queriam saber da vida mais do que o prazer de cada instante.
Em tempos de exigências sociais, geopolíticas e económicas crescentes, as preocupações ESG passaram do plano doutrinário para o centro das decisões empresariais.