Enquanto continuarmos a medir o rigor pelo número de documentos exigidos e não pela qualidade das decisões tomadas, continuaremos a ser, apenas, um país onde o papel muda de formato, mas a burocracia permanece intacta.
A tecnologia por si só não gera valor; o valor surge quando a organização se reestrutura em torno dela. O mesmo princípio se aplica à inteligência artificial.
A Administração Pública não precisa apenas de novas soluções. Precisa de soluções que funcionem entre si. De sistemas que comuniquem. Caso contrário, o resultado é um desperdício de dinheiro público, duplicação de custos e uma experiência caótica para cidadãos e empresas.
Embora acreditar na sabedoria do topo alivie a ansiedade imediata das equipas, esta transferência acarreta custos severos, uma vez que a organização abdica da sua maturidade relacional e substitui a parceria adulta pela passividade infantilizada.
A verdadeira escolha não é entre gastar ou poupar, mas entre investir hoje em resiliência ou continuar a suportar, de forma desordenada, os custos de nada fazer.
A ironia é que a Península Ibérica não é apenas um grande produtor de energia renovável. É também um dos raros territórios europeus com capacidade real de armazenamento em escala. O que Bruxelas procura em relatórios, protótipos e projetos-piloto já existe, opera e escala em Portugal e Espanha.
Uma primeira recomendação: desacelerar. A principal arma contra dark patterns é o tempo. Quase nenhuma promoção relâmpago é real. Espere um dia. Volte. Compare. A segunda: desconfiar da pressão.
Quando falamos em negócios familiares, é frequente pensarmos em pequenos negócios de origem local. No entanto, esta visão não podia ser mais redutora e refletir de uma forma tão enganadora a verdadeira dimensão e relevância destas empresas.
Quando países com tradição consolidada em transparência salarial afirmam que o modelo europeu não se adapta à sua realidade, é legítimo questionar o desenho da solução.
O objetivo não é substituir a medicina que existe, mas complementá-la com aquilo que ainda lhe falta: a capacidade de agir antes de reagir. A Medicina da Longevidade não é a medicina do futuro. É a medicina do presente - que ainda chega tarde a demasiadas pessoas.
Com o bloqueio do estreito de Ormuz, Portugal é o segundo país da UE onde encher um depósito de gasolina mais pesa nos rendimentos das famílias face ao disparo dos combustíveis. A inflação subiu para 3,3%, o valor mais elevado em quase dois anos.
Nestes dias, os aeroportos estão a registar esperas que chegam às três horas e meia nos controlos fronteiriços em períodos de pico. Aquilo que temos sentido em Lisboa e que nos preocupa, porque o turismo vale 20% da economia.
Um novo modelo de educação superior deve também reconhecer que aprender software deixou de ser uma especialização reservada a futuros informáticos e passou a ser uma literacia fundamental, tão estruturante como saber escrever ou calcular no século XX.
Portugal está no pódio dos países com maior aumento da taxa de inflação. O resto, todos sabemos: a inflação é um imposto escondido, que retira poder de compra às famílias e aumenta os custos de produção das empresas.
Quem arriscou, mesmo sem ganhar, mudou o país. Há quem queira organizar este caos, sintetizando as novas tendências à esquerda ou à direita, fazendo novos partidos grandes que voltem a arrumar a casa nos dois lados.
Os receios em torno da guerra afastaram os investidores mais cautelosos, mas os de longo prazo estão a colher os rendimentos da sua paciência e estratégia.
Os BRICS não estão desarticulados por irrelevância. Foram-no por pressões externas e por fragilidades internas. As instituições existem. Mas o projecto político de alternativa sistémica perdeu membros, perdeu credibilidade e perdeu ritmo.
Neste Dia Internacional pela Saúde da Mulher, falamos de prevenção e deteção precoce de cancro da mama, o tumor maligno mais frequente no sexo feminino, mas também um dos mais tratáveis. Hoje, o seu diagnóstico é o início de um caminho que, na grande maioria das vezes, tem cura. Saiba como.
Em muitos casos, o pedido massivo de informação não visa conhecer a realidade societária. Visa criar pressão negocial, desgastar a gerência ou preparar litigância futura.
O veículo elétrico será uma peça fundamental no futuro da mobilidade elétrica. Mas assumir que essa é a única solução, aplicável de forma uniforme a todos os casos, é ignorar a diversidade de realidades e necessidades.
Talvez aqui resida um dos maiores méritos da ARCOlisboa: a capacidade de funcionar simultaneamente como plataforma de entrada para galerias emergentes e como espaço de consolidação para galerias mais estabelecidas.