Enquanto continuarmos a medir o rigor pelo número de documentos exigidos e não pela qualidade das decisões tomadas, continuaremos a ser, apenas, um país onde o papel muda de formato, mas a burocracia permanece intacta.
A tecnologia por si só não gera valor; o valor surge quando a organização se reestrutura em torno dela. O mesmo princípio se aplica à inteligência artificial.
A Administração Pública não precisa apenas de novas soluções. Precisa de soluções que funcionem entre si. De sistemas que comuniquem. Caso contrário, o resultado é um desperdício de dinheiro público, duplicação de custos e uma experiência caótica para cidadãos e empresas.
É importante desenvolver uma visão end-to-end do sistema, quer seja através de fluxos funcionais entre produtos e respetivos ciclos de vida, como de comunidades transversais que promovam a partilha entre equipas.
Seja em Portugal ou na Europa, numa empresa portuguesa ou estrangeira, uma coisa é certa: o escritório hoje já não é apenas um espaço físico, mas sim uma ferramenta estratégica crucial e conta com uma componente emocional importante.
A Agência Internacional de Energia é clara: a segurança elétrica depende não apenas da geração, mas da qualidade da operação da rede e do comportamento de todos os ativos conectados.
Pela primeira vez em muitos anos, parece existir uma diferença de objetivos entre Washington e Jerusalém. Os EUA procuram estabilidade, Israel segurança. À primeira vista parecem sinónimos. Na prática podem significar coisas completamente diferentes.
A influência internacional será cada vez mais medida pela capacidade de transformar preferências políticas em ações efetivas. E é precisamente nesse terreno que a Europa continua a enfrentar o seu maior desafio.
Tenho observado que nas empresas mais exigentes, mais ágeis ou inovadoras, há sempre colaboradores que, sendo a cola entre várias equipas da empresa, são também aqueles que se comprometem verdadeiramente com a alegria deles e de todos.
A reprivatização parcial da TAP acaba de entrar na reta final. O momento geopolítico conturbado poderia ter feito borregar as negociações, mas o ministro Pinto Luz mostrou mão firme.
Insiste-se em substituir a responsabilidade individual pela tutela administrativa, cada vez mais. Esperemos é que a liberdade de escolha não comece a ser vista como um problema a necessitar de correção.
A história económica mostra uma realidade simples. As empresas raramente falham por falta de eficiência. Falham quando se tornam extraordinariamente eficientes a fazer algo que já deixou de ser relevante.
A discussão sobre o lítio é, acima de tudo, uma discussão sobre território, valor e a forma como conciliamos interesses ambientais, sociais e económicos.
O novo Cloud and AI Development Act propõe triplicar a capacidade europeia de centros de dados nos próximos sete anos. É uma meta ambiciosa, e tem de ser.
O Brasil tem uma das constituições mais rígidas do mundo e um pacto federativo levado ao extremo: 26 estados, um Distrito Federal e mais de cinco mil municípios, cada um com autonomia política, económica e tributária própria. É uma deficiência genética do sistema.
O Euro Digital terá potencial para ser o motor de competitividade e crescimento, mas apenas se a coragem política acompanhar a aparente ambição tecnológica.
Notamos que a ideia de uma esfera pública da racionalidade argumentativa, na qual se pode alcançar uma decisão racional depois de dispor dos argumentos, não se aplica ao debate angolano.
Reformar o Estado não é apará-lo nas margens, é reconcebê-lo para um mundo em que o capital humano é escasso, móvel e caro. Quem reduz isto a um exercício de eficiência administrativa não compreendeu o problema.
Aliko , Ngina Kenyatta, Hannah Subayi são apenas alguns dos novos exemplos que nos lembram que liderar é construir, é investir é incluir, é transformar. É provar, com acções, que a esperança pode ser uma estratégia de desenvolvimento.
Os investimentos da China, no interior do País, orientados para a inovação e indústria têm-se defrontado com a presença de múltiplos entraves, o que em nada favorece o seu desenvolvimento.
A abstenção nas legislativas de 2026 ultrapassou os 53%, um sinal que não pode ser ignorado.. Mas Cabo Verde tem o que poucos países africanos têm: estabilidade democrática, credibilidade externa, capital humano na diáspora e uma posição geográfica invejável no Atlântico.