Enquanto continuarmos a medir o rigor pelo número de documentos exigidos e não pela qualidade das decisões tomadas, continuaremos a ser, apenas, um país onde o papel muda de formato, mas a burocracia permanece intacta.
A tecnologia por si só não gera valor; o valor surge quando a organização se reestrutura em torno dela. O mesmo princípio se aplica à inteligência artificial.
A Administração Pública não precisa apenas de novas soluções. Precisa de soluções que funcionem entre si. De sistemas que comuniquem. Caso contrário, o resultado é um desperdício de dinheiro público, duplicação de custos e uma experiência caótica para cidadãos e empresas.
Lisboa tem sabido acolher este evento com qualidade, consistência e visão, afirmando-se como uma cidade preparada para receber iniciativas internacionais exigentes. Esse posicionamento não é trivial. Num contexto global cada vez mais competitivo, a capacidade de acolher eventos desta dimensão traduz-se em projeção externa, atração de visitantes e dinamização económica.
A Inteligência Artificial entrou nas empresas pela porta da produtividade, acelerando processos, simplificando tarefas. Com isso trouxe também uma pergunta que tem sido esquecida: o que acontece aos dados quando passam a ser introduzidos, carregados ou processados por estas ferramentas?
Uma administração pública que contrata inteligência artificial americana enquanto não existe alternativa europeia viável está, com dinheiros públicos, a financiar a dependência futura.
Num país normal, a reforma da lei laboral teria naturalmente levado estes líderes empresariais a aparecer para defender ou criticar a iniciativa do Governo – ou uma mistura das duas.
O líder de uma empresa de tecnologia diz-me que a velocidade a que o setor está a mudar é incompatível com prazos de decisão de dois, três ou cinco anos. É demasiado tempo.
As disposições relativas à segurança marítima e à passagem pelo estreito de Ormuz reconhecem implicitamente restrições que a força per se não poderia resolver. Na prática, os EUA não conseguiram uma transformação estrutural do sistema iraniano, nem uma reorganização das dinâmicas regionais.
Num momento em que as cidades europeias reforçam zonas de baixas emissões e restrições à circulação automóvel, importa colocar uma questão incómoda: serão as políticas ambientais mais restritivas também as mais eficazes? A economia ambiental responde: depende do seu desenho.
A questão da habitação em Portugal não nasceu ontem, mas durante demasiado tempo faltou a coragem política de atuar sobre as suas causas reais e estruturais. Em 2025, essa dinâmica inverteu.
Com o acordo Mercosul-UE já em vigor e a maior reforma fiscal da sua história em marcha, o Brasil tem, pela primeira vez em décadas, a hipótese de deixar de afugentar quem lá quer investir.
Em caso de vitória do Presidente João Lourenço no Congresso de Dezembro, a questão da bicefalia é adiada até às eleições de 2027, se, eventualmente, o MPLA conseguir obter uma vitória eleitoral, com uma maioria absoluta.
Além de situações imprevistas, o orçamento da UE tem de continuar a garantir financiamento suficiente para as prioridades estabelecidas, tais como a coesão territorial, social e económica, o apoio aos agricultores, a transição ecológica e digital e o estímulo à recuperação económica.
A Lei dos Serviços Digitais permite sancionar indivíduos apenas porque pensam diferente. Seria difícil não considerar esta Lei um inaceitável instrumento de censura.
Os municípios que investem na ação climática reforçam a sua capacidade para atrair investimento, criar emprego qualificado, reter talento e, principalmente, aumentar a resiliência das suas infraestruturas. A experiência demonstra que quem avança primeiro ganha vantagens competitivas.
Seja numa agência física ou à distância, a atuação do gestor bancário distingue-se pela disponibilidade, conhecimento técnico, atenção ao detalhe, capacidade de escuta e uma visão integrada da situação de cada cliente.
Economistas conceituados terão razão quando afirmam que o Ocidente está à beira do abismo. Quanto menos permeável for às mudanças, maior e mais rápida será a sua quebra de hegemonia, sobretudo na Europa, que não está a saber “divorciar-se” dos EUA, em tempo, de forma a construir o seu rumo.
Com a utilização massiva e acrítica de ferramentas de IA generativa estamos a externalizar partes críticas do processo cognitivo. Síntese, estruturação, formulação de ideias. E se no curto prazo isto é eficiência, no médio prazo conduz a uma erosão de conhecimento.
Os efeitos sentidos pelas populações em resultado do aquecimento do planeta e pelo aumento de episódios de ondas de calor são potenciados pelo efeito de ilha de calor urbano, que correspondem a áreas urbanas onde se concentram temperaturas mais elevadas.