Enquanto continuarmos a medir o rigor pelo número de documentos exigidos e não pela qualidade das decisões tomadas, continuaremos a ser, apenas, um país onde o papel muda de formato, mas a burocracia permanece intacta.
A tecnologia por si só não gera valor; o valor surge quando a organização se reestrutura em torno dela. O mesmo princípio se aplica à inteligência artificial.
A Administração Pública não precisa apenas de novas soluções. Precisa de soluções que funcionem entre si. De sistemas que comuniquem. Caso contrário, o resultado é um desperdício de dinheiro público, duplicação de custos e uma experiência caótica para cidadãos e empresas.
Programas nacionais e europeus oferecem hoje às empresas portuguesas a possibilidade de acelerar a sua transformação, desde que os projetos sejam estruturados com visão, rigor e objetivos claros.
Para a Hungria, a vitória de Magyar simboliza a expectativa de reafirmação de um conjunto de valores democráticos essenciais como sejam a autonomia do poder judicial, a liberdade de imprensa, o pluralismo político e a protecção de minorias.
Com o cibercrime a escalar e a Inteligência Artificial a potenciar ataques cada vez mais sofisticados, a cibersegurança entra numa nova era: deixar de reagir e passar a antecipar.
Orbán caiu. E a União Europeia, se quiser mesmo aprender com Budapeste, deve perceber isto: os populismos não são derrotados apenas com sermões sobre valores, liberalismo ou união, mas quando deixam de conseguir esconder a corrupção, a mediocridade e o desgaste de um poder demasiado longo.
A leitura apressada sugere uma ascensão chinesa. A leitura cuidadosa revela algo mais sofisticado e consequente. O que está em curso não é apenas uma erosão da confiança em Washington, mas uma reconfiguração silenciosa da legitimidade internacional.
Como é que a IA muda aquilo que podemos prometer que é conhecimento de base para todos os nossos alunos, definindo assim o que eles sabem ou não pensar e, por consequência, fazer?
O futuro dos pagamentos em Portugal dificilmente passará por uma escolha absoluta entre o digital e o físico. O mais plausível será, provavelmente, um modelo híbrido, no qual convivem smartphones, cartões, biometria, tokenização e numerário.
Hugo Rosa Ferreira é candidato a vice-presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol com os pelouros das Finanças, Governance & Compliance. Integra a lista de Carlos Barroca.
Diz o Governo que o produto da venda dos imóveis será reinvestido em habitação, sem que, no entanto, esclareça como, onde e quando. Como alguém já disse, a este propósito, trata-se de vender pão para comprar farinha!
A transição energética é fundamental para o desenvolvimento económico, mas também para responder às alterações climáticas. Numa série de 10 artigos de opinião, membros da Federação de Advogados de Língua Portuguesa avaliam as diferentes geografias da lusofonia. Este é o quinto, sobre Cabo Verde.
Num momento da nossa história em que personagens sinistros como Ventura ganham protagonismo seria importante ter sindicatos e líderes sindicais com força, conhecimento e alguma sabedoria para dar resposta às pulsões antidemocráticas tanto na moda.
O que dizer a propósito das negociações sobre a lei laboral? Quando tudo fica igual, não é prudência, é estagnação. E essa, ao contrário do que se diz, não é uma posição neutra, é uma escolha.
O desafio de segurança energética que enfrentamos é muito maior do que as crises do petróleo e do gás de 1973, 1979 e 2022 juntas. A guerra mudou de forma. Agora é logística e ameaça a desligar a energia.
A transição energética avança na Europa, impulsionada por metas ambiciosas e, mais recentemente, pela necessidade de reduzir a dependência energética num contexto geopolítico instável. Mas essa transformação continua a não chegar a todos.
Trump corre um risco sério de ver os republicanos perderem a maioria na Câmara e no Senado. Será natural que abra o baú dos truques sujos, como a sua intenção (inconstitucional) de pôr o ICE nas assembleias de voto ou o SAVE America Act.
Para empresários com interesses entre a Europa e a América do Sul, o sinal é claro: estar informado e preparado desde o início pode fazer a diferença à medida que o acordo começa a produzir os seus primeiros efeitos e se abrem oportunidades.
Assistimos a um processo de transformação da comunicação política e na interacção em estado permanente com o eleitorado. Desta forma, os políticos deixam de estar sujeitos à intermediação realizada pelos media e não ficam à mercê do escrutínio jornalístico.
A adaptação climática não pode continuar a ser vista como um apêndice das políticas públicas. É uma condição para garantir que Portugal continua habitável, seguro e competitivo. Falta coragem política e compromisso financeiro.