Enquanto continuarmos a medir o rigor pelo número de documentos exigidos e não pela qualidade das decisões tomadas, continuaremos a ser, apenas, um país onde o papel muda de formato, mas a burocracia permanece intacta.
A tecnologia por si só não gera valor; o valor surge quando a organização se reestrutura em torno dela. O mesmo princípio se aplica à inteligência artificial.
A Administração Pública não precisa apenas de novas soluções. Precisa de soluções que funcionem entre si. De sistemas que comuniquem. Caso contrário, o resultado é um desperdício de dinheiro público, duplicação de custos e uma experiência caótica para cidadãos e empresas.
A introdução da IA em sistemas militares, algo que vemos cada vez mais a acontecer, levanta uma questão decisiva: o ser humano continuará no centro da tomada de decisão, ou será progressivamente afastado do processo?
A guerra no Irão não é apenas sobre território ou influência. É, em grande medida, sobre energia. Porque cada crise energética global reforça a evidência simples de que quem controla a sua energia, controla o seu destino.
Este exercício está também a revelar uma realidade que muitas organizações nunca tinham enfrentado de forma clara: muitas empresas não conhecem verdadeiramente a sua própria estrutura salarial.
Haverá momentos em que podemos estar mais expostos à volatilidade e, para isso, temos de estar preparados com opções prudentes na gestão das nossas finanças pessoais.
A formação deve estar alinhada com prioridades institucionais, integrada nos processos de mudança organizacional e orientada para resultados concretos.
A mudança mais relevante trazida pelo Omnibus não está no “quanto” se reporta, mas onde recai a exigência regulatória. E a exigência está a deslocar-se, progressivamente, do relato ESG formal para dimensões mais operacionais e sistémicas, como a gestão de risco.
Num momento em que a captação de investimento se tornou globalmente mais competitiva, os municípios não podem aguardar que o investimento chegue por inércia. Precisam de assumir uma postura ativa, com estruturas dedicadas à atração de capital.
Países como Angola acabam de se sentar com o Novo Banco de Desenvolvimento e piscam o olho aos BRICS, pois podem representar uma alternativa relevante não apenas para novas fontes de crédito, mas também margem de manobra geoeconómica.
A longevidade laboral será bem-sucedida se for entendida não como extensão automática da vida ativa, mas como extensão qualificada do valor que cada profissional pode continuar a gerar. E esse é, cada vez mais, um desafio de liderança.
Hoje, como há cerca de 500 anos, aquando do seu controlo por parte de Afonso de Albuquerque e dos portugueses, Ormuz continua a ser um ponto nevrálgico do sistema de trocas global.
Os veículos em que o humano só tem de guiar se for necessário, ou em que a automação da condução é total (veículos autónomos de níveis 3 a 5), são hoje uma realidade. O seu uso generalizado depende, porém, da superação de desafios de cooperação nas suas dimensões técnica, infraestrutural e jurídica.
A transição energética é fundamental para o desenvolvimento económico, mas também para responder às alterações climáticas. Numa série de 10 artigos de opinião, membros da Federação de Advogados de Língua Portuguesa avaliam as diferentes geografias da lusofonia. Este é o quarto.
A 28 de janeiro, como muitos portugueses que se encontravam fora da zona centro, vivi a angústia de não conseguir contactar a minha família. Sem comunicações e com estradas bloqueadas por quedas massivas de árvores, postes e várias estruturas, enfrentava o paradoxo de estar próximo da tragédia e a impossibilidade de agir. Apesar de emocionalmente difícil, a decisão de esperar revelou-se racional e inevitável.
Entre os grandes desafios tecnológicos que a Europa enfrenta – a soberania digital, a segurança e resiliência, a modernização aplicacional e a inovação sustentável – há um denominador comum que não é técnico. Não nos faltam engenheiros, regulamentação ou investigação científica de excelência. Falta-nos liderança que transforme este capital em indústria, escala e competitividade global.
A China estuda e compara muito, sustenta as decisões, pensa a médio e longo prazos. Preocupa-se com os vizinhos da Ásia Central. Entende que a geografia e a proximidade importam, apesar da globalização, e que o mundo é feito de relações e equilíbrios.
Desde o início que a Operação Marquês é um caso de luta renhida, um embate de egos, com o Ministério Público e um juiz de instrução particular contra um indivíduo com elevado perfil mediático. A justiça serve só de pano de fundo para o enredo, nada mais.
Fica o aviso de Álvaro Santos Pereira. “A margem orçamental está a diminuir”. É o fim dos tempos fáceis nas contas públicas. O que fará Luís Montenegro com o dinheiro de todos?