Enquanto continuarmos a medir o rigor pelo número de documentos exigidos e não pela qualidade das decisões tomadas, continuaremos a ser, apenas, um país onde o papel muda de formato, mas a burocracia permanece intacta.
A tecnologia por si só não gera valor; o valor surge quando a organização se reestrutura em torno dela. O mesmo princípio se aplica à inteligência artificial.
A Administração Pública não precisa apenas de novas soluções. Precisa de soluções que funcionem entre si. De sistemas que comuniquem. Caso contrário, o resultado é um desperdício de dinheiro público, duplicação de custos e uma experiência caótica para cidadãos e empresas.
Em 2026, uma parte relevante dessa geração estaria a ocupar posições de direção e a alimentar o pipeline dos boards de amanhã, mas a sua ausência começa a traduzir-se numa descontinuidade geracional cada vez mais evidente.
A nova legislação vem consolidar uma tendência que já estava em curso: a cibersegurança deixou de ser um tema exclusivamente técnico para passar a integrar a agenda da gestão e da liderança.
Ao transformar a sua experiência de guerra em ativo transacionável, a Ucrânia corre o risco de deslocar-se de uma posição moralmente clara — a de vítima de agressão — para uma postura mais ambivalente, na qual a guerra também se torna recurso.
A economia de Macau encontra-se entre o dilema da diversificação e a necessidade de se afirmar no contexto da Grande Baía, pelo que a convergência entre empresários portugueses e macaenses poderia ser do maior interesse para ambos.
Quando – e se houver – uma onda de fusões transnacionais seremos quase sempre presas e não predadores. Portanto, cuidado com o que se deseja, não vai ser possível agradar a todos, embora me pareça que o destino é inevitável. Orgulhosamente sós… nem na América.
A transição energética é fundamental para o desenvolvimento económico, mas também para responder às alterações climáticas. Numa série de 10 artigos de opinião, membros da Federação de Advogados de Língua Portuguesa avaliam as diferentes geografias da lusofonia. Este é o sexto, sobre a Guiné-Bissau.
Os exageros de Trump acentuam os perigos de reduzir a política ao uso da força. A arte de governar requer não apenas conquistar o poder, mas mantê-lo. O que diria Maquiavel a Trump?
Para muitos países, a transição energética representa não apenas uma necessidade ambiental mas também uma oportunidade para reforçar a autonomia energética e reduzir vulnerabilidades externas, com ganhos geoestratégicos.
Resumindo, as opções do Governo reduziram a margem orçamental, dificultando qualquer intervenção fiscal sobre os combustíveis sem agravar o incumprimento das regras europeias em matéria de crescimento da despesa líquida primária.
Talvez a resposta não esteja em tentar acompanhar tudo. Nem em procurar certezas onde elas já não existem. Talvez esteja em fazer exatamente o contrário do que o sistema incentiva: parar, questionar, duvidar. E, sobretudo, desconfiar de quem nunca duvida.
A 17 e 18 de abril, o 11º Congresso Nacional dos Economistas propõe-se refletir sobre a economia internacional e portuguesa e o seu setor empresarial, sobre a política económica interna e o posicionamento nas instituições europeias e globais.
Vivemos alterações profundas na forma como lemos e consumimos cultura. E nenhuma faixa etária é imune a essa mudança. Este não é um desafio fácil, mas importa perguntar: queremos formar leitores ou apenas alunos que passam exames?
Nenhum acordo que resulte deste contexto será estrutural. Serão tréguas, não paz. O jogo estratégico continua: a questão já não é se haverá novo conflito, mas quando, e se Washington o conduzirá directamente ou através de Israel.
Se a Hungria foi palco de uma experimentação iliberal e para a ascensão da autocracia pelo mundo, o possível sucesso de uma reconstrução pós-iliberal poderia ser um sinal importante de esperança, o que significa que devemos continuar a segui-la com atenção.
Mais do que novos parques eólicos, trata-se de construir uma nova infraestrutura energética no Atlântico. Uma rede offshore interligada poderá ligar centros de produção renovável a diferentes países europeus, reforçando a segurança energética do continente e criando novas rotas de eletricidade limpa.