Enquanto continuarmos a medir o rigor pelo número de documentos exigidos e não pela qualidade das decisões tomadas, continuaremos a ser, apenas, um país onde o papel muda de formato, mas a burocracia permanece intacta.
A tecnologia por si só não gera valor; o valor surge quando a organização se reestrutura em torno dela. O mesmo princípio se aplica à inteligência artificial.
A Administração Pública não precisa apenas de novas soluções. Precisa de soluções que funcionem entre si. De sistemas que comuniquem. Caso contrário, o resultado é um desperdício de dinheiro público, duplicação de custos e uma experiência caótica para cidadãos e empresas.
O modelo tradicional de posse começa a dar lugar a um modelo de utilização. Para uma parte crescente da população, sobretudo nas gerações mais jovens e nos grandes centros urbanos, o automóvel deixa de ser um ativo a possuir e passa a ser um serviço a aceder.
Segunda-feira de manhã, em algumas organizações, o dia começa com decisões tomadas, prioridades claras e reuniões preparadas. Noutras, começa com caixas de email por abrir e agendas por organizar. A diferença, cada vez mais, está na forma como a Inteligência Artificial (IA) já faz parte do modo de trabalhar.
Portugal tem das legislações laborais mais rígidas da OCDE, especialmente nos contratos sem termo. Para compensar esta rigidez, que dificulta a adaptação, as organizações, as empresas refugiam-se nos contratos a prazo e nos recibos verdes, na precariedade.
Estão abertas as primeiras tensões com a área política de Seguro, que se acabar por vetar a lei que sair do Parlamento, levará a que a maioria de direita fique isolada. O Chega está disposto a ajudar o Governo na lei laboral, ainda que com condições, e o PS já recusou aprovar esta proposta.
A transição energética é fundamental para o desenvolvimento económico, mas também para responder às alterações climáticas. Numa série de 10 artigos de opinião, membros da Federação de Advogados de Língua Portuguesa avaliam as diferentes geografias da lusofonia. Este é o sétimo, sobre Timor-Leste.
Em Portugal, a produtividade por hora de trabalho situa-se 28% abaixo da média da UE e muito abaixo de países com uma legislação mais flexível, como a Irlanda ou a Alemanha. O mercado laboral português é o segundo mais rígido, nomeadamente nos despedimentos, dentre os 39 países da OCDE.
O mundo está cheio de mapas eleitorais que deturpam a vontade eleitoral. E essa democracia imperfeita que mantemos por toda a parte tem sido explorada pelos inimigos da democracia.
Hoje estamos perante uma crise conjuntural, mas que reflete as já muitas fragilidades do sistema energético global, cuja transformação não acompanha ainda os desafios dos novos tempos geopolíticos.
Ainda que a simplificação constitua um objetivo declarado da reforma, a incerteza quanto à sua implementação tem levado à reavaliação de estruturas, custos e modelos operacionais, com crescente enfoque na eficiência fiscal e na mitigação de riscos.
A direita portuguesa não consegue mobilizar o passado para projectar o futuro, porque cultiva a política do ressentimento e mobiliza o medo da transformação social como um perigo iminente da contaminação dos portugueses.
A atual revolução industrial vive de gigawatts. O que quer isto dizer? Que sem soberania energética, as soberanias digital, económica e política tornar-se-ão inviáveis.
No fundo, o eixo decisivo não é apenas militar. É o dólar, e em particular o petrodólar, que constitui a razão mais profunda desta guerra: o controlo das rotas de abastecimento do Golfo e o afastamento do Irão, e do Golfo Pérsico enquanto espaço estratégico, da esfera de influência chinesa.
O período do IRS mostra como, na grande maioria, ainda estamos pouco preparados para lidar com questões de literacia financeira e fiscal básicas e como isso pode afetar decisões importantes do dia a dia.
Quando a estratégia de IAl não nasce de uma necessidade concreta do negócio, transforma-se num exercício tecnológico isolado, incapaz de gerar impacto real na conta de resultados.
Quando a embalagem passa a definir o produto, a política deixa de ser confronto de propostas. Passa a ser gestão de percepções. É aí que a degradação se torna estrutural, e dificilmente reversível.
O desencontro de expectativas no amor é um dos desajustes mais marcantes da nossa época, e compreender as suas causas é mais útil do que procurar culpados.
Estratégias que se concentram exclusivamente na interdição podem deslocar o problema para plataformas menos seguras ou para métodos mais difíceis de controlar, sem resolver a carência de literacia digital. Restringir sem educar, seria, na minha opinião, inútil.
A derrota de Viktor Orbán significa, acima de tudo, um grande abalo nas fileiras do movimento MAGA de Donald Trump que, até ao último momento, lhe concedeu o máximo apoio.
O risco mais duradouro não é para Espanha. É para a esquerda europeia, arrastada para uma identidade cada vez mais moldada por reflexos de trincheira: anti-ocidentalismo automático, complacência com autoritarismos ideologicamente próximos, substituição da análise pela emoção tribal.
Defendo que as empresas portuguesas devem investir em dados estruturados, personalização e presença em canais agênticos, sob pena de se tornarem invisíveis. Mas defendo também que esta transição exige mais ambição regulatória europeia.