Enquanto continuarmos a medir o rigor pelo número de documentos exigidos e não pela qualidade das decisões tomadas, continuaremos a ser, apenas, um país onde o papel muda de formato, mas a burocracia permanece intacta.
A tecnologia por si só não gera valor; o valor surge quando a organização se reestrutura em torno dela. O mesmo princípio se aplica à inteligência artificial.
A Administração Pública não precisa apenas de novas soluções. Precisa de soluções que funcionem entre si. De sistemas que comuniquem. Caso contrário, o resultado é um desperdício de dinheiro público, duplicação de custos e uma experiência caótica para cidadãos e empresas.
Para quem gere empresas em Portugal, a guerra que envolve os EUA e o Irão deixou de ser um tema de política externa distante. Hoje, é uma variável de gestão corrente, tão relevante como a taxa de juro ou o custo da energia.
As forças armadas ucranianas não só não conseguiram recuperar terreno como todos os dias recuam, assim o dizem as agências ucranianas Deep State e AMK Mapping. Quem está a ganhar não muda simultaneamente o ministro da Defesa nem o responsável máximo pela campanha militar.
O autocuidado não é uma alternativa ao sistema de saúde. É um complemento indispensável. Não substitui médicos, enfermeiros ou farmacêuticos. Pelo contrário: permite que o seu conhecimento seja utilizado onde faz mais diferença.
Os modelos estão a convergir em qualidade e a cair a pique no preço, e a distância entre o primeiro e o quinto mede-se em meses. Passa a interessar quem consegue redesenhar um processo e mostrar o efeito nas contas.
A vantagem competitiva do futuro não pertencerá só a quem desenvolver os modelos mais poderosos. Pertencerá também a quem conseguir demonstrar, com evidência, que esses modelos são seguros e dignos de confiança.
Quase todos os anos reaparece o tema das oscilações dos preços dos combustíveis, das suas causas, e a noção existente em grande parte do público de que as subidas justificadas pelos aumentos das cotações internacionais do petróleo são sempre mais rápidas do que as descidas.
Mais do que uma geração de contrastes, a Geração Z revela uma lógica coerente: poupar com propósito, consumir com critério e procurar autonomia financeira fora dos caminhos tradicionais.
O equilíbrio entre concorrência e proteção dos consumidores é indispensável. Mas, como quase sempre acontece, o verdadeiro teste não está na aprovação de novas regras, mas na sua aplicação.
Uma sucessão de acontecimentos aponta para a erosão do ativo estratégico mais importante que sustentou a ordem internacional construída pelo Ocidente desde 1945: a previsibilidade.
O Governo pretende introduzir um conjunto de alterações destinadas a conferir maior previsibilidade ao mercado, reforçar a segurança jurídica dos proprietários e preservar a proteção dos arrendatários.
As subscrições, das mais tradicionais, como os jornais e revistas, às que se popularizaram mais recentemente, como as plataformas de streaming, são cada vez mais comuns na vida dos consumidores. Neste modelo de consumo, a propriedade é substituída pelo acesso.
Falta decidir o que queremos ser e, depois, falta quem consiga segurar o leme tempo suficiente — com talento e ideias próprias, sem copiar e sem os boys de ocasião.
O grande risco, 32 anos depois do relatório Porter e da sistematização da ideia dos clusters, é que o estudo encomendado pela CIP e pelo IDL, e patrocinado por 30 empresas, fique na mesma gaveta.
Urgem regras de criação e manutenção das taxas cobradas pelos vários serviços da administração pública. Impõe-se uma nova lógica contrária à do rolo compressor do legislador.
As férias caseiras de muitas famílias são consequência dos baixos salários em Portugal. Incluindo no setor do turismo, que, apesar do extraordinário crescimento dos últimos anos, oferece salários 25% abaixo da média nacional.
A literacia financeira não se resolve com uma única política europeia imposta de cima para baixo. Resolve-se identificando o que resulta em contextos diferentes e criando as condições para que essas práticas se disseminem.