Enquanto continuarmos a medir o rigor pelo número de documentos exigidos e não pela qualidade das decisões tomadas, continuaremos a ser, apenas, um país onde o papel muda de formato, mas a burocracia permanece intacta.
A tecnologia por si só não gera valor; o valor surge quando a organização se reestrutura em torno dela. O mesmo princípio se aplica à inteligência artificial.
A Administração Pública não precisa apenas de novas soluções. Precisa de soluções que funcionem entre si. De sistemas que comuniquem. Caso contrário, o resultado é um desperdício de dinheiro público, duplicação de custos e uma experiência caótica para cidadãos e empresas.
O Museu Calouste Gulbenkian poderá ser mais discreto do que muitos outros museus europeus mais famosos, mas carrega consigo uma incrível história que atravessa as grandes convulsões da História europeia.
A confiança é uma das bases não só da experiência pedagógica na relação professor-aluno como também da responsabilidade que a sociedade deposita na escola. E ela tem de existir, claro está, também no que toca à avaliação.
No Mundial de Futebol, o VAR funcionou, sim, para tratar mal equipas geopoliticamente não amigas. 2026 escancarou a relação entre o futebol e a politicagem.
O futuro da aviação dependerá da capacidade de conciliar mobilidade, crescimento económico e responsabilidade ambiental. Essa transformação já começou, e o sucesso dependerá das decisões que tivermos a coragem de tomar hoje.
Tentar e falhar deve ser encorajado. Mas o Ministério da Educação não é uma startup com baixo risco de perda. As consequências podem ser elevadíssimas para alunos, professores, pais, funcionários do Ministério e, espera-se, para os próprios responsáveis políticos.
Aqui chegados, parece que as atenções se concentram em dois temas: o processo de avaliação dos exames do ensino secundário e a construção da piscina da casa de férias do ministro do Interior.
Uma clarificação legislativa do Decreto-Lei n.º 15/2022 que consolide e articule estas alterações é urgente, sob pena de comprometer as atividades do setor elétrico que se pretende que se desenvolvam de forma mais célere e efetiva, e não o contrário.
Autonomia estratégica não significa neutralidade, muito menos equidistância entre Estados Unidos, China e Rússia. Significa possuir capacidade suficiente para escolher.
Portugal não precisa apenas de discutir salários. Precisa de refletir sobre as oportunidades que oferece para o talento crescer, inovar e construir carreiras com impacto. Porque o talento procura um propósito e a possibilidade de contribuir para organizações e um país que valorize aquilo que tem para oferecer.
O turismo em Portugal enfrenta uma crise de identidade que já começou a penalizar as receitas e que ameaça derrubar o resto da economia. É este o estado da nação.
As nações mudam, adaptam-se e, por vezes, repensam as escolhas que fazem. O Brexit foi uma decisão democrática, mas a democracia não se mede apenas pelo direito de escolha. Mede-se, também, pela vontade de analisar honestamente as consequências dessas escolhas.
A Europa não precisa de escolher entre proteger os cidadãos e deixar crescer as empresas. Aliás, o modelo social só será sustentável se a economia que o financia for competitiva.
Todos os anos, recursos que poderiam ser direcionados para o investimento produtivo nacional acabam por ser utilizados na resposta a emergências previsíveis.