Enquanto continuarmos a medir o rigor pelo número de documentos exigidos e não pela qualidade das decisões tomadas, continuaremos a ser, apenas, um país onde o papel muda de formato, mas a burocracia permanece intacta.
A tecnologia por si só não gera valor; o valor surge quando a organização se reestrutura em torno dela. O mesmo princípio se aplica à inteligência artificial.
A Administração Pública não precisa apenas de novas soluções. Precisa de soluções que funcionem entre si. De sistemas que comuniquem. Caso contrário, o resultado é um desperdício de dinheiro público, duplicação de custos e uma experiência caótica para cidadãos e empresas.
Quando os centros históricos se enchem de menus turísticos, tuk-tuks e souvenirs iguais aos de qualquer cidade europeia, não estamos a vender Portugal: estamos a desqualificar o destino.
A destruição que reorganiza não é um fim anunciado nem uma vitória prometida. É uma aposta: que se pode gastar confiança sem nunca a repor, reduzir aliados a vassalos e rivais a peças, e ainda assim sair do outro lado com uma ordem estável.
Restaurar a natureza não é um encargo, mas sim um investimento com retorno garantido, dado que ecossistemas saudáveis retêm água, protegem as populações contra fenómenos climáticos extremos, regeneram os solos e sustentam a própria economia.
O acionista público tomou decisões corajosas e atuou como atuaria um privado na preparação da venda. O mais confortável seria nada mudar. Fez-se o contrário.
Lembremo-nos, todos, que o objetivo da lei é reforçar a transparência e não dificultar a participação do setor privado e da sociedade civil organizada na tomada de decisão pública.
Os países do Sul Global, ao tentarem proteger-se das sanções do Ocidente, estão a provocar mudanças estruturais na arquitectura financeira mundial e a provocar uma queda permanente de importância do dólar e do euro.
A inteligência artificial está a encurtar a distância entre uma fragilidade e as suas consequências. O que está em causa não é apenas a segurança dos sistemas, mas a margem de decisão das organizações.
A economia russa não está parada. Está sobreaquecida, militarizada e obrigada a financiar simultaneamente a guerra, os subsídios energéticos e a estabilidade social.
Não parece que a China se prepare ou tenha a intenção de iniciar um conflito militar em larga escala, mas indica que os dirigentes chineses consideram esse conflito muito provável e talvez inevitável, algures no final da década de 2020/início da década de 2030.
Atualmente, África oferece um mercado consumidor em rápida expansão, uma força de trabalho jovem e recursos naturais estratégicos. O crescimento económico projetado para 2026 ronda os 4,0-4,3%, com potencial para superar várias economias emergentes.
Todos os instrumentos aqui referidos procuram responder à mesma pergunta: como garantir que um património, uma empresa ou um legado sobrevivem ao seu fundador?
No século XX, quem controlava a produção dominava o mercado. No século XXI, quem controlar os dados, o software e o acesso ao veículo controlará a mobilidade.
O Parlamento Europeu deu recentemente mais um passo relevante num processo legislativo que pode vir a revelar-se um dos momentos mais impactantes para o sistema financeiro europeu nesta década: a implementação do Euro Digital.
O homem que vende bíblias com a sua assinatura, que lançou criptomoeda com o seu nome e que agora troca tecnologia nuclear sensível por contratos bilionários para empresas norte-americanas tornou-se no inimigo público número um.
A subordinação da verdade a interesses político-ideológicos é a circunstância que compromete a confiança nas instituições e descredibiliza o debate democrático.
Tenho criticado a maneira como, actualmente, gerimos os fundos europeus, centrados apenas na plena execução financeira e não na qualidade dos projetos financiados.
A demografia não é apenas uma questão de aumento da população; é uma questão de continuidade, de renovação da comunidade, de afirmação da identidade coletiva e de projeto de vida.
A política ambiental da Europa tem consequências e, enquanto não nos tornarmos independentes em algo tão básico como a energia, estamos em perigo de sobrevivência no longo prazo.
O novo quadro procura conciliar objetivos exigentes: incentivar a inovação, garantir acesso mais rápido e equitativo, reforçar abastecimento, simplificar processos regulatórios e aumentar a competitividade da Europa.