Enquanto continuarmos a medir o rigor pelo número de documentos exigidos e não pela qualidade das decisões tomadas, continuaremos a ser, apenas, um país onde o papel muda de formato, mas a burocracia permanece intacta.
A tecnologia por si só não gera valor; o valor surge quando a organização se reestrutura em torno dela. O mesmo princípio se aplica à inteligência artificial.
A Administração Pública não precisa apenas de novas soluções. Precisa de soluções que funcionem entre si. De sistemas que comuniquem. Caso contrário, o resultado é um desperdício de dinheiro público, duplicação de custos e uma experiência caótica para cidadãos e empresas.
Em 1942, Franklin Roosevelt anunciou ao Congresso que os Estados Unidos iriam produzir 60 mil aviões nesse ano. Os assessores militares acharam o número excessivo. No ano seguinte, a indústria americana já o superava em seis meses. A vitória dos Aliados não se explicou apenas pela coragem dos soldados nem pela genialidade dos generais. Explicou-se […]
Relações UE-México – O Conselho autorizou a assinatura do Acordo de Parceria Estratégica nos Planos Político, Económico e de Cooperação União Europeia (UE) – México e do Acordo de Comércio Provisório. Estes acordos modernizam esta parceria, aprofundam a cooperação e impulsionam o comércio e o investimento entre as partes. Em tempos de incerteza, é essencial […]
Os governos não devem apenas apontar aos mega projetos de milhares de milhões de euros que dão votos, mas também para quem vem a Portugal, gasta em restaurantes, hotéis, arredamentos de curto ou longo prazo e fez desta economia uma das melhores em 2025.
A transição energética é fundamental para o desenvolvimento económico, mas também para responder às alterações climáticas. Numa série de 10 artigos de opinião, membros da Federação de Advogados de Língua Portuguesa avaliam as diferentes geografias da lusofonia. Este é o nono, sobre Macau.
Um bom Governo de IA tem de ser, antes de mais, possível de aplicar. Deve entrar nos processos onde a organização já decide e não viver à margem deles.
A omnipresença da IA generativa e o seu uso cada vez mais frequente têm levantado dúvidas não só sobre a qualidade da informação como sobre os efeitos sobre a forma como pensamos.
O verdadeiro desafio contemporâneo não é escolher entre tradição jurídica e sofisticação patrimonial, mas em encontrar formas de adaptação sem perda de identidade.
As finanças sustentáveis não são uma opção estratégica. São a nova base da competitividade. E Portugal não está atrasado: está numa posição privilegiada para liderar.
A ação militar norte-americana contra o Irão serviu para clarificar os limites do seu poder e a capacidade de resposta de Pequim às ameaças de Washington, tornando evidente uma correlação de forças internacionais comprometedora da liderança global dos EUA.
Nas Áfricas, onde a inovação tecnológica ainda chega tarde, continuam a existir práticas de colectividade e partilha que talvez tenham muito a ensinar ao mundo que se considera desenvolvido.
Num mundo cada vez mais automatizado, a construção de relações baseadas na confiança, na empatia e na autenticidade é um ativo que nenhum algoritmo consegue replicar.
Quando afirmou querer colocar o Reino Unido “no coração da Europa”, Starmer não estava apenas a fazer política externa. Estava a tentar redefinir a narrativa nacional britânica.
O verdadeiro significado do encontro em Beijing de Xi e Trump será este: o mundo começou a perceber que a ordem internacional do século XXI já não será exclusivamente atlântica ou ocidental, mas, inevitavelmente, plural, competitiva e multipolar.
Hoje, com a ascensão da Inteligência Narrativa, do GEO e dos "Answer Engines", as marcas precisam de novas estratégias. Já não basta aparecer; é preciso construir uma autoridade genuína para que, quando a IA for consultada, nos recomende como uma fonte confiável.
Mais do que escolher entre passado e futuro, o mercado está a evoluir para integrar ambos. E, no segmento de luxo, essa capacidade de equilibrar autenticidade com inovação pode ser, cada vez mais, o verdadeiro fator de diferenciação.
Há aumentos da produtividade que são bons para as empresas (e para o Estado) e nem tanto para a economia (nem para os cidadãos); outros aumentam o PIB mas não o bem-estar.
Uma escola deixa de ser verdadeiramente universitária quando deixa de investigar e treinar, de forma repetida, o método científico. E aquilo que se investiga acaba inevitavelmente por moldar o que, e como, se ensina.
Portugal não precisa de escolher entre startups e indústria. Precisa de construir uma economia onde as startups alimentem a renovação industrial e onde as grandes empresas tenham ambição suficiente para transformar inovação em capacidade global.
Foi a primeira assembleia da Berkshire Hathaway sem Warren Buffett no comando como CEO. Ele segue como chairman, fez comentários da plateia, deu entrevista à CNBC, mas o palco, agora, é de Greg Abel. E o vazio na arquibancada dizia mais sobre o momento dos mercados do que qualquer linha do balanço da holding.