Enquanto continuarmos a medir o rigor pelo número de documentos exigidos e não pela qualidade das decisões tomadas, continuaremos a ser, apenas, um país onde o papel muda de formato, mas a burocracia permanece intacta.
A tecnologia por si só não gera valor; o valor surge quando a organização se reestrutura em torno dela. O mesmo princípio se aplica à inteligência artificial.
A Administração Pública não precisa apenas de novas soluções. Precisa de soluções que funcionem entre si. De sistemas que comuniquem. Caso contrário, o resultado é um desperdício de dinheiro público, duplicação de custos e uma experiência caótica para cidadãos e empresas.
O homem que vende bíblias com a sua assinatura, que lançou criptomoeda com o seu nome e que agora troca tecnologia nuclear sensível por contratos bilionários para empresas norte-americanas tornou-se no inimigo público número um.
A subordinação da verdade a interesses político-ideológicos é a circunstância que compromete a confiança nas instituições e descredibiliza o debate democrático.
Tenho criticado a maneira como, actualmente, gerimos os fundos europeus, centrados apenas na plena execução financeira e não na qualidade dos projetos financiados.
A demografia não é apenas uma questão de aumento da população; é uma questão de continuidade, de renovação da comunidade, de afirmação da identidade coletiva e de projeto de vida.
A política ambiental da Europa tem consequências e, enquanto não nos tornarmos independentes em algo tão básico como a energia, estamos em perigo de sobrevivência no longo prazo.
O novo quadro procura conciliar objetivos exigentes: incentivar a inovação, garantir acesso mais rápido e equitativo, reforçar abastecimento, simplificar processos regulatórios e aumentar a competitividade da Europa.
O Museu Calouste Gulbenkian poderá ser mais discreto do que muitos outros museus europeus mais famosos, mas carrega consigo uma incrível história que atravessa as grandes convulsões da História europeia.
A confiança é uma das bases não só da experiência pedagógica na relação professor-aluno como também da responsabilidade que a sociedade deposita na escola. E ela tem de existir, claro está, também no que toca à avaliação.
No Mundial de Futebol, o VAR funcionou, sim, para tratar mal equipas geopoliticamente não amigas. 2026 escancarou a relação entre o futebol e a politicagem.
O futuro da aviação dependerá da capacidade de conciliar mobilidade, crescimento económico e responsabilidade ambiental. Essa transformação já começou, e o sucesso dependerá das decisões que tivermos a coragem de tomar hoje.
Tentar e falhar deve ser encorajado. Mas o Ministério da Educação não é uma startup com baixo risco de perda. As consequências podem ser elevadíssimas para alunos, professores, pais, funcionários do Ministério e, espera-se, para os próprios responsáveis políticos.
Aqui chegados, parece que as atenções se concentram em dois temas: o processo de avaliação dos exames do ensino secundário e a construção da piscina da casa de férias do ministro do Interior.
Autonomia estratégica não significa neutralidade, muito menos equidistância entre Estados Unidos, China e Rússia. Significa possuir capacidade suficiente para escolher.
Portugal não precisa apenas de discutir salários. Precisa de refletir sobre as oportunidades que oferece para o talento crescer, inovar e construir carreiras com impacto. Porque o talento procura um propósito e a possibilidade de contribuir para organizações e um país que valorize aquilo que tem para oferecer.