Enquanto continuarmos a medir o rigor pelo número de documentos exigidos e não pela qualidade das decisões tomadas, continuaremos a ser, apenas, um país onde o papel muda de formato, mas a burocracia permanece intacta.
A tecnologia por si só não gera valor; o valor surge quando a organização se reestrutura em torno dela. O mesmo princípio se aplica à inteligência artificial.
A Administração Pública não precisa apenas de novas soluções. Precisa de soluções que funcionem entre si. De sistemas que comuniquem. Caso contrário, o resultado é um desperdício de dinheiro público, duplicação de custos e uma experiência caótica para cidadãos e empresas.
As subscrições, das mais tradicionais, como os jornais e revistas, às que se popularizaram mais recentemente, como as plataformas de streaming, são cada vez mais comuns na vida dos consumidores. Neste modelo de consumo, a propriedade é substituída pelo acesso.
Falta decidir o que queremos ser e, depois, falta quem consiga segurar o leme tempo suficiente — com talento e ideias próprias, sem copiar e sem os boys de ocasião.
O grande risco, 32 anos depois do relatório Porter e da sistematização da ideia dos clusters, é que o estudo encomendado pela CIP e pelo IDL, e patrocinado por 30 empresas, fique na mesma gaveta.
Urgem regras de criação e manutenção das taxas cobradas pelos vários serviços da administração pública. Impõe-se uma nova lógica contrária à do rolo compressor do legislador.
As férias caseiras de muitas famílias são consequência dos baixos salários em Portugal. Incluindo no setor do turismo, que, apesar do extraordinário crescimento dos últimos anos, oferece salários 25% abaixo da média nacional.
A literacia financeira não se resolve com uma única política europeia imposta de cima para baixo. Resolve-se identificando o que resulta em contextos diferentes e criando as condições para que essas práticas se disseminem.
Quando os centros históricos se enchem de menus turísticos, tuk-tuks e souvenirs iguais aos de qualquer cidade europeia, não estamos a vender Portugal: estamos a desqualificar o destino.
A destruição que reorganiza não é um fim anunciado nem uma vitória prometida. É uma aposta: que se pode gastar confiança sem nunca a repor, reduzir aliados a vassalos e rivais a peças, e ainda assim sair do outro lado com uma ordem estável.
Restaurar a natureza não é um encargo, mas sim um investimento com retorno garantido, dado que ecossistemas saudáveis retêm água, protegem as populações contra fenómenos climáticos extremos, regeneram os solos e sustentam a própria economia.
O acionista público tomou decisões corajosas e atuou como atuaria um privado na preparação da venda. O mais confortável seria nada mudar. Fez-se o contrário.
Lembremo-nos, todos, que o objetivo da lei é reforçar a transparência e não dificultar a participação do setor privado e da sociedade civil organizada na tomada de decisão pública.
Os países do Sul Global, ao tentarem proteger-se das sanções do Ocidente, estão a provocar mudanças estruturais na arquitectura financeira mundial e a provocar uma queda permanente de importância do dólar e do euro.
A inteligência artificial está a encurtar a distância entre uma fragilidade e as suas consequências. O que está em causa não é apenas a segurança dos sistemas, mas a margem de decisão das organizações.
A economia russa não está parada. Está sobreaquecida, militarizada e obrigada a financiar simultaneamente a guerra, os subsídios energéticos e a estabilidade social.
Não parece que a China se prepare ou tenha a intenção de iniciar um conflito militar em larga escala, mas indica que os dirigentes chineses consideram esse conflito muito provável e talvez inevitável, algures no final da década de 2020/início da década de 2030.
Atualmente, África oferece um mercado consumidor em rápida expansão, uma força de trabalho jovem e recursos naturais estratégicos. O crescimento económico projetado para 2026 ronda os 4,0-4,3%, com potencial para superar várias economias emergentes.
Todos os instrumentos aqui referidos procuram responder à mesma pergunta: como garantir que um património, uma empresa ou um legado sobrevivem ao seu fundador?
No século XX, quem controlava a produção dominava o mercado. No século XXI, quem controlar os dados, o software e o acesso ao veículo controlará a mobilidade.