Enquanto continuarmos a medir o rigor pelo número de documentos exigidos e não pela qualidade das decisões tomadas, continuaremos a ser, apenas, um país onde o papel muda de formato, mas a burocracia permanece intacta.
A tecnologia por si só não gera valor; o valor surge quando a organização se reestrutura em torno dela. O mesmo princípio se aplica à inteligência artificial.
A Administração Pública não precisa apenas de novas soluções. Precisa de soluções que funcionem entre si. De sistemas que comuniquem. Caso contrário, o resultado é um desperdício de dinheiro público, duplicação de custos e uma experiência caótica para cidadãos e empresas.
A Europa está decadente e descristianizada. Um dos sinais dessa decadência é a má-fé com que se usa uma caricatura do Evangelho para intimidar cristãos no debate migratório.
Israel pode e deve ser criticado. Netanyahu pode e deve responder politicamente pelas suas decisões. Os palestinianos têm o direito de não ser confundidos com o Hamas. Mas os israelitas têm exatamente o mesmo direito de não serem confundidos com Netanyahu, onde quer que vivam.
Reconverter agora a indústria civil que melhor simbolizou a prosperidade pacífica do continente em indústria de armamento não é apenas uma aposta económica frágil. É uma contradição com a matriz identitária do próprio projeto europeu.
Ernst Beyeler, Helga de Alvear e Yvon Lambert partilham uma visão de longo prazo: colecionar não apenas obras importantes, mas testemunhos fundamentais da criação artística do seu tempo, colocando-os ao serviço dos públicos.
Mais de 50 anos depois do fim do Estado Novo, o teste é sempre o mesmo: perante uma posição de mercado adquirida, o Estado protege-a ou obriga-a a provar-se na concorrência?
Cansei-me de ler sobre inteligência artificial sem saber se ela existe. Decidi perguntar diretamente. O que se segue é uma conversa real com o Claude Fable, o modelo da Anthropic, com quem escrevo há meses.
Na mais icónica rua da Indonésia, pujante de comércio, galerias e equipamentos culturais, a cultura popular javanesa fervilha e envolve quem passa. A vibração cultural e espiritual fazem deste um lugar único para o viajante.
Portugal é uma das grandes portas atlânticas de dados. Os cabos amarram na nossa costa e a Microsoft ergue em Sines um centro de dados de 8,6 mil milhões de euros. Alojar a infra-estrutura dos outros dá renda e emprego, mas não dá soberania.
Para quem gere empresas em Portugal, a guerra que envolve os EUA e o Irão deixou de ser um tema de política externa distante. Hoje, é uma variável de gestão corrente, tão relevante como a taxa de juro ou o custo da energia.
As forças armadas ucranianas não só não conseguiram recuperar terreno como todos os dias recuam, assim o dizem as agências ucranianas Deep State e AMK Mapping. Quem está a ganhar não muda simultaneamente o ministro da Defesa nem o responsável máximo pela campanha militar.
O autocuidado não é uma alternativa ao sistema de saúde. É um complemento indispensável. Não substitui médicos, enfermeiros ou farmacêuticos. Pelo contrário: permite que o seu conhecimento seja utilizado onde faz mais diferença.
Os modelos estão a convergir em qualidade e a cair a pique no preço, e a distância entre o primeiro e o quinto mede-se em meses. Passa a interessar quem consegue redesenhar um processo e mostrar o efeito nas contas.
Quase todos os anos reaparece o tema das oscilações dos preços dos combustíveis, das suas causas, e a noção existente em grande parte do público de que as subidas justificadas pelos aumentos das cotações internacionais do petróleo são sempre mais rápidas do que as descidas.
Mais do que uma geração de contrastes, a Geração Z revela uma lógica coerente: poupar com propósito, consumir com critério e procurar autonomia financeira fora dos caminhos tradicionais.
O equilíbrio entre concorrência e proteção dos consumidores é indispensável. Mas, como quase sempre acontece, o verdadeiro teste não está na aprovação de novas regras, mas na sua aplicação.
Uma sucessão de acontecimentos aponta para a erosão do ativo estratégico mais importante que sustentou a ordem internacional construída pelo Ocidente desde 1945: a previsibilidade.