Enquanto continuarmos a medir o rigor pelo número de documentos exigidos e não pela qualidade das decisões tomadas, continuaremos a ser, apenas, um país onde o papel muda de formato, mas a burocracia permanece intacta.
A tecnologia por si só não gera valor; o valor surge quando a organização se reestrutura em torno dela. O mesmo princípio se aplica à inteligência artificial.
A Administração Pública não precisa apenas de novas soluções. Precisa de soluções que funcionem entre si. De sistemas que comuniquem. Caso contrário, o resultado é um desperdício de dinheiro público, duplicação de custos e uma experiência caótica para cidadãos e empresas.
O turismo em Portugal enfrenta uma crise de identidade que já começou a penalizar as receitas e que ameaça derrubar o resto da economia. É este o estado da nação.
As nações mudam, adaptam-se e, por vezes, repensam as escolhas que fazem. O Brexit foi uma decisão democrática, mas a democracia não se mede apenas pelo direito de escolha. Mede-se, também, pela vontade de analisar honestamente as consequências dessas escolhas.
A Europa não precisa de escolher entre proteger os cidadãos e deixar crescer as empresas. Aliás, o modelo social só será sustentável se a economia que o financia for competitiva.
Todos os anos, recursos que poderiam ser direcionados para o investimento produtivo nacional acabam por ser utilizados na resposta a emergências previsíveis.
Na cidade que ensinou o mundo a tocar em conjunto, aprende-se a resolver disputas fiscais por acordo. O Brasil adotou as regras do mundo, mas ainda toca sozinho.
Em boa hora regressam os Buraka, com o seu kuduro de Lisboa. Porque o kuduro é a exaltação do impossível em tempos difíceis, é nascido na guerra e formado no sofrimento dos guetos de Luanda.
As tarifas podem durar apenas um dia. Mas o custo da imprevisibilidade pode pesar sobre a economia durante anos, e pode produzir consequências económicas muito mais duradouras.
A prazo, um aliado cuja razão de ser é inegociável pode deixar de servir os interesses geoeconómicos dos Estados Unidos, pelo menos na visão transaccional de Trump.
Um fundador sem sucessor, um empresário à procura de crescimento por aquisição e um profissional à procura de independência raramente se encontram sem que alguém organize esse encontro.
Uma revisão equilibrada, proporcional e previsível do MDR e do IVDR é essencial para proteger os doentes, apoiar os sistemas de saúde e afirmar a Europa como espaço de referência para a inovação em tecnologias médicas.
A grande vantagem chinesa situa-se no imenso capital humano. A China é quem forma anualmente mais engenheiros no Mundo. Por outro lado, regista-se um retorno à China de quadros dos EUA, altamente especializados e com vasta experiência na área da IA.
A janela geopolítica africana está entreaberta. Não ficará assim para sempre. A competição entre potências pela influência em África fecha-a progressivamente.
Portugal não se torna uma economia inovadora por acumular patentes. Mas dificilmente o será sem elas. O recorde atual merece ser celebrado porque revela uma mudança de cultura.
Mas aprender a geri-la pode demorar anos. Trabalhar 14 horas por dia não substitui estratégia. Sacrifício não substitui gestão. Boa vontade não substitui competência.
A adaptação climática deverá ser competência estratégica, territorial e humana. Nenhuma empresa é resiliente sozinha se o território à sua volta for frágil.
Na “cidade-festival” a identidade cultural, a economia local e uma parte significativa da atividade profissional organizam-se em torno do teatro e das artes performativas ao longo de todo o ano, tendo o festival como principal motor.