A tecnologia por si só não gera valor; o valor surge quando a organização se reestrutura em torno dela. O mesmo princípio se aplica à inteligência artificial.
Hoje, com a ascensão da Inteligência Narrativa, do GEO e dos "Answer Engines", as marcas precisam de novas estratégias. Já não basta aparecer; é preciso construir uma autoridade genuína para que, quando a IA for consultada, nos recomende como uma fonte confiável.
A IA não compreende, não tem intenção e não sente; a IA reconhece padrões, simula respostas e processa dados. Grande parte da experiência humana – emoções, sensações, significados – escapa aos dados. Por isso, a consciência não é replicável.
Suportado pela IA e os 5 biliões de dólares da Nvidia, o mercado acionista americano está resiliente, enquanto a Europa corrige, apesar da subida das yields soberanas e da cotação do petróleo.
A atual revolução industrial vive de gigawatts. O que quer isto dizer? Que sem soberania energética, as soberanias digital, económica e política tornar-se-ão inviáveis.
Quando a estratégia de IAl não nasce de uma necessidade concreta do negócio, transforma-se num exercício tecnológico isolado, incapaz de gerar impacto real na conta de resultados.
Defendo que as empresas portuguesas devem investir em dados estruturados, personalização e presença em canais agênticos, sob pena de se tornarem invisíveis. Mas defendo também que esta transição exige mais ambição regulatória europeia.
Os portugueses estão entre os europeus mais abertos à utilização de inteligência artificial e canais digitais na banca, mas continuam a valorizar o contacto presencial, sobretudo em decisões financeiras importantes como o crédito à habitação, segundo um estudo da Oliver Wyman.
Com o cibercrime a escalar e a Inteligência Artificial a potenciar ataques cada vez mais sofisticados, a cibersegurança entra numa nova era: deixar de reagir e passar a antecipar.
Como é que a IA muda aquilo que podemos prometer que é conhecimento de base para todos os nossos alunos, definindo assim o que eles sabem ou não pensar e, por consequência, fazer?
A introdução da IA em sistemas militares, algo que vemos cada vez mais a acontecer, levanta uma questão decisiva: o ser humano continuará no centro da tomada de decisão, ou será progressivamente afastado do processo?
O primeiro passo para reavivar o crescimento da produtividade é identificar o que está a travar as organizações e encontrar soluções para esses desafios. Trata-se de um exercício conhecido como análise do valor oculto.
Linhas de código surgem em segundos, protótipos aparecem quase por magia, a documentação técnica é gerada num piscar de olhos. Impressiona, mas acelerar não é apenas sinónimo de progresso. A verdadeira vantagem da IA está em libertar tempo para decisões que só os humanos sabem tomar.
As empresas que vão ganhar nesta nova economia não são as que têm acesso às melhores ferramentas; são as que conseguem integrar a IA nos seus processos de decisão.
O ministro Adjunto e da Reforma do Estado sublinha a relevância estratégica do projeto para o país. As primeiras unidades de computação poderão estar operacionais no final de 2027, estando prevista a entrada em funcionamento total até meados de 2028.
Num setor já pressionado pela eletrificação, pela compressão de margens e por um cliente cada vez mais exigente, a neutralidade não existe. Integrar a Inteligência Artificial deixou de ser fator diferenciador para se tornar condição de competitividade.
As universidades portuguesas, mesmo as mais conceituadas, têm vindo a percorrer um caminho preocupante, na garantia da isenção, independência, transparência e qualidade de ensino dos nossos jovens.
Embora a Lei de Inteligência Artificial da UE vá muito além no geral, alguns estados americanos ultrapassaram a abordagem da Comissão em áreas específicas, como a discriminação algorítmica e a proteção do consumidor.
De acordo com o ‘New York Times’, a Meta vai comprar um valor de chips equivalente a seis gigawatts de eletricidade, o que é suficiente para abastecer mais de cinco milhões de residências. Este acordo pode fazer com que a empresa de Zuckerberg adquira uma participação financeira de até 10% na AMD.
A maior ameaça da IA generativa não é a tecnologia em si, mas a ilusão de controlo que ela cria. A ideia de que sabemos o suficiente para a usar com segurança, quando na prática estamos apenas a improvisar políticas à medida dos incidentes.