A tecnologia por si só não gera valor; o valor surge quando a organização se reestrutura em torno dela. O mesmo princípio se aplica à inteligência artificial.
O problema não está na tecnologia em si, mas em quem a utiliza e em que condições. Grande parte deste tratamento de informação ocorre fora do alcance de qualquer regulação eficaz.
A linguagem codifica uma grande quantidade de informação sobre a identidade, estado psicológico ou contexto social, mas o uso de ferramentas de IA, como os assistentes de escrita, torna os estilos mais semelhantes, levando a padrões linguísticos comuns.
Ensinar para duvidar num mundo com IA parece exigir, talvez paradoxalmente, mais presença, mais debate direto entre alunos e professores, mais confronto de ideias ao vivo, mais tempo dedicado ao processo de aprendizagem.
A IA como amplificador das capacidades dos programadores é uma evidência. O risco de acreditar que aprendizes de feiticeiro se tornam excelentes programadores sem nenhuma bagagem técnica também é real.
Tecnologia e cinema sempre dançaram o tango. O que muda agora é que quem cria as ferramentas de IA usadas na indústria cinematográfica também quer ter uma palavra a dizer sobre os filmes que vão ser feitos.
Cansei-me de ler sobre inteligência artificial sem saber se ela existe. Decidi perguntar diretamente. O que se segue é uma conversa real com o Claude Fable, o modelo da Anthropic, com quem escrevo há meses.
O Gabinete de Inteligência Artificial da Comissão Europeia, ganha este domingo novos poderes para supervisionar os modelos de IA generativa e impor multas à tecnológicas que teimarem em não cumprir as suas obrigações.
Esta entidade considera importante que a IA seja uma oportunidade nacional e que, nesse sentido, os instrumentos de implementação "têm de refletir quem realmente somos"
A inteligência artificial está a encurtar a distância entre uma fragilidade e as suas consequências. O que está em causa não é apenas a segurança dos sistemas, mas a margem de decisão das organizações.
O homem que vende bíblias com a sua assinatura, que lançou criptomoeda com o seu nome e que agora troca tecnologia nuclear sensível por contratos bilionários para empresas norte-americanas tornou-se no inimigo público número um.
Mat Velloso, que também passou pelo superlaboratório da Meta, vê a China à frente: "Energia é o ponto central". Para este especialista, tecnologia cria oportunidade de resolver problemas onde faltam pessoas, mas representa riscos à democracia.
A grande vantagem chinesa situa-se no imenso capital humano. A China é quem forma anualmente mais engenheiros no Mundo. Por outro lado, regista-se um retorno à China de quadros dos EUA, altamente especializados e com vasta experiência na área da IA.
Quando um modelo consegue produzir código funcional, bem estruturado e com qualidade profissional mais depressa do que um estudante consegue ler o enunciado, tudo muda.
A IA é um instrumento. Sofisticado, certamente, mas continua a ser um simples instrumento. Quem decide continua a ser uma pessoa. E, aos olhos do Direito, quem decide continua a responder.
A IA não é o fim da consultoria tecnológica. Mas pode ser o fim de uma certa consultoria tecnológica: a que vende esforço em vez de inteligência, ocupação em vez de impacto, perfis em vez de resultados, horas em vez de transformação.