A tecnologia por si só não gera valor; o valor surge quando a organização se reestrutura em torno dela. O mesmo princípio se aplica à inteligência artificial.
Com a democratização das tecnologias existe o potencial risco de os agentes patogénicos poderem ser modificados para se tornarem mais resistentes, agressivos ou difíceis de detetar.
É imperativo investir em políticas de requalificação profissional, educação tecnológica e apoio à inovação, para garantir que os benefícios da IA sejam amplamente distribuídos e não aprofundem as desigualdades existentes.
A pequena ilha caribenha de Anguilla, que recebeu o endereço web .ai está a fazer milhões com a explosão da Inteligência Artificial. As autoridades aprenderam com os erros de Tuvalu (.tv) e esperam agora obter receitas para construir um novo aeroporto que estimule o crescimento do turismo.
O retalho do futuro não será uma escolha entre eficiência e experiência. Será a interseção das duas: uma eficiência invisível que, por sua vez, potencia uma experiência memorável.
A migração para a cloud é mais do que um projeto de TI: é a base digital para uma modernização profunda de toda a empresa, um caminho para passar de “bom” a “excelente”.
África precisa de uma estratégia própria: uma “IA com sotaque africano”, desenhada com base na sua realidade e prioridades. É imperativo investir em ciência local, proteger os dados dos cidadãos e garantir que as tecnologias sejam inclusivas e acessíveis.
Painel da conferência 'Puxar pela Cabeça' acredita que a IA vai tirar mais postos de trabalho, e a forma como a população olha para o trabalho irá alterar-se. "Acho que na parte difícil do trabalho vai haver uma robotização. Toda a economia será reformulada e completamente diferente", diz Maria da Glória Ribeiro.
Sempre que a tecnologia toca diretamente na vida das pessoas, como é o caso da inteligência artificial, a sociedade exige regras. E a experiência é clara: em setores críticos, as regras não travaram a inovação. Pelo contrário, ajudaram-na a ganhar escala sustentada e a conquistar confiança pública.
A regulação define mínimos, equivalentes a braçadeiras que evitam afogamentos imediatos, mas não transformam maus nadadores em atletas. A nova economia é uma “piscina dos crescidos”, não é para boiar. Quem não sabe nadar, ou aprende ou sai da água.
A grande conclusão? Os docentes estão a usar a IA de forma criativa e produtiva para as suas aulas, mas, na maior parte dos casos, referem ainda alguma falta de apoio das suas instituições para o fazer de forma segura, ética e eficaz.
A maioria dos trabalhos premiados em Cannes Lions utilizaram a IA de forma inteligente, como ferramenta de suporte à ideia e para ganho de escala, ou seja, para aumentar a eficiência, não para gerar a ideia criativa em si.
Urge desenvolver o pensamento crítico transversalmente para desenvolver a sociedade, não meramente a tecnologia e a economia. Deve ser um elemento libertador do indivíduo e não desenvolvido de forma redutora com o fim de adaptar o indivíduo à máquina.
O maior risco da IA não é falhar tecnicamente. É falhar estrategicamente. Pilotos isolados, provas de conceito sem continuidade e falta de métricas corroem a confiança das organizações, minam a motivação das equipas e transformam inovação em desperdício.
A questão não é se o debate sobre a IA acabou. É se estamos finalmente prontos para ter o debate certo. O verdadeiro desafio reside em aprender a integrar a IA de forma responsável, criativa e sustentável, especialmente em sistemas que nunca foram concebidos para outra inteligência.
Este recrutamento, com um investimento de meio milhão de euros até ao final de 2025, faz parte da estratégia de ampliação da LTPlabs, que espera aumentar o número de colaboradores de 116 para 216 no próximo ano.
Relatório salienta que 96% dos projetos aplicados no setor corresponderem ou superarem as expectativas, o que coloca o retalho à frente de setores como finanças e saúde, que, apesar dos investimentos significativos, mostram retornos mistos na aplicação desta tecnologia.
Tiago Bessa, advogado da VdA, explica no podcast "A quem de Direito", como as empresas se podem defender numa nova era tecnológica em que a criação de conteúdos ganha uma nova dimensão.
A inteligência artificial parece um maratonista de fundo. Treina, resiste e tem ambição. Mas por mais que a ‘máquina’ aprenda, ainda não esgrime palavras ao nível de um tradutor experiente. Falta-lhe sensibilidade para captar as subtilezas da língua literária. Palavra de tradutor.
Os Laboratórios Digitais representam mais do que o recurso a tecnologia, são um novo paradigma de gestão industrial. Criam um contexto favorável à redução de paragens não planeadas e desperdício, para além de diminuírem o consumo energético.