Crescimento económico e do mercado de trabalho, bem como o efeito dos preços, estão na base do aumento da carga fiscal para 35,4%, que ajudou a sustentar o excedente.
Espanha, Itália, Grécia e outros países com programas semelhantes, serão os principais benificiários dos estrangeiros que continuarão a procurar noutros países aquilo lhes vedámos aqui.
O que mais nos preocupa a todos é o aumento exponencial dos preços dos alimentos, da energia, dos combustíveis, das taxas de juro, o que implica também mais pagamento de impostos.
Enquanto orador convidado na conferência "Orçamento do Estado 2024", que decorreu na terça-feira, no Centro Cultural de Belém (CCB), o fiscalista pronunciou-se sobre o aumento da carga fiscal por meio de impostos indiretos previstos para o próximo ano.
“Nas próximas semanas não tenho dúvida que vamos ver isto várias vezes, várias empresas internacionais que vão optar por Espanha e França – até porque o capital humano é dos fatores mais importantes para atrair IDE”, argumentou Pedro Fugas, country tax leader da EY.
Com um orçamento que contempla uma maior carga fiscal, a eliminação do IVA 0% nos bens essenciais, mas com excedente orçamental de 0,2%, penaliza o poder de compra.
Em entrevista ao JE, Luís Miguel Ribeiro diz que a carga fiscal asfixia o desenvolvimento económico e impede o crescimento salutar do país em geral e das famílias em particular. E está alinhado com as propostas da CIP.
Num documento de 31 páginas, o Conselho Nacional das Confederações Patronais (CNCP) avança com propostas para o OE2024. Nomeadamente redução da carga fiscal para as famílias e empresas e ainda redução da TSU paga pelas empresas em 1%.
Assuma-se, de uma vez por todas, que é a despesa pública quem determina o valor das receitas fiscais a cobrar. E, neste domínio, haverá que estruturar um bem fundamentado plano de corte de despesas.
O Governo anunciou que vai manter a carga fiscal dos combustíveis reduzida e inalterada, e garantiu que vai permanecer atento à evolução do mercado de combustíveis.
A redução da carga fiscal é um lugar-comum. Mas merece uma reflexão séria, sobretudo quando verificamos que as taxas de imposto sobre o rendimento em vigor em Portugal se encontram entre as mais altas da Europa.
“Discurso Direto” é um programa do Novo Semanário e do Jornal Económico onde todas as semanas são entrevistados os protagonistas da política, da economia, da cultura e do desporto. Veja a entrevista ao advogado Paulo Núncio, sócio da Morais Leitão e especialista em fiscalidade.
“Discurso Direto” é um programa do Novo Semanário e do Jornal Económico onde todas as semanas são entrevistados os protagonistas da política, da economia, da cultura e do desporto. Veja a entrevista ao advogado Paulo Núncio, sócio da Morais Leitão e especialista em fiscalidade.
O Portugal real está em luta com o Portugal virtual, que acredita que os portugueses conseguem, com rendimentos baixos, continuar a pagar, e as empresas se fortalecem sem capitalizar os lucros.
A redução da carga fiscal, depois do nível recorde atingido no ano passado, promete ser o grande tema da reentre política e o PSD deu o tiro de partida esta semana, no discurso de Luís Montenegro na tradicional Festa do Pontal, com a proposta para uma descida de 10% no IRS ainda em 2023.
A atual política financeira vai confirmando uma cada vez maior carga fiscal, com excedente orçamental, que penaliza o poder de compra e não contribui para a valorização salarial.
A petrolífera revelou hoje estar em contacto com as autoridades para resolver questões regulatórias e fiscais numa altura em que prepara investimentos de quase 500 milhões na refinaria de Sines no hidrogénio verde e biocombustíveis.