Crescimento económico e do mercado de trabalho, bem como o efeito dos preços, estão na base do aumento da carga fiscal para 35,4%, que ajudou a sustentar o excedente.
O CDS-PP crítica "fortemente esta asfixia fiscal socialista e defende uma mudança estrutural na política fiscal, para que passe a estar orientada para as pessoas e para as empresas".
Sem prejuízo da vasta panóplia de medidas anunciadas como amigas das famílias, para grande parte dos contribuintes, o Orçamento do Estado não se traduz em alterações efetivas.
Os empresários reclamam que seja dada, no âmbito da política económica, uma maior prioridade ao segmento empresas. E, acrescento eu, os empresários também devem assumir o Estado “pôr dinheiro bom em cima de dinheiro mau”, em regra, só adia e atrapalha.
Com este OE, os trabalhadores que tenham aumentos salariais perdem poder de compra, pondo em causa uma das maiores promessas eleitorais socialistas, que é a valorização salarial.
O principal aspeto negativo deste Orçamento é o facto de, à semelhança dos anteriores, não criar condições para o crescimento económico de que o país necessita.
Não há consistência nem consolidação orçamental, e a carga fiscal para 2022 será “ainda maior” do que a prevista pelo Governo. Este orçamento, além de poder vir a agravar a crise social, também poderá ser um jogo tático do PS.
O crescimento económico não pode transformar-se em arma de arremesso político-partidária ou em quezília parlamentar. É preciso libertar a economia da burocracia e da carga fiscal, e apostar na criação de riqueza.