Enquanto continuarmos a medir o rigor pelo número de documentos exigidos e não pela qualidade das decisões tomadas, continuaremos a ser, apenas, um país onde o papel muda de formato, mas a burocracia permanece intacta.
A tecnologia por si só não gera valor; o valor surge quando a organização se reestrutura em torno dela. O mesmo princípio se aplica à inteligência artificial.
A Administração Pública não precisa apenas de novas soluções. Precisa de soluções que funcionem entre si. De sistemas que comuniquem. Caso contrário, o resultado é um desperdício de dinheiro público, duplicação de custos e uma experiência caótica para cidadãos e empresas.
A política tem de ser entendível. A vertigem do quotidiano não se substitui ao combate de alternativas e à apreciação de programas e ideias que constroem um futuro para todos.
Portugal e a Europa devem acelerar o seu trabalho de casa e dotar a economia e as suas instituições de bases sustentáveis, aplicando reformas e diminuindo a sua dívida pública.
O mundo começa a despertar para os perigos a que a democracia foi exposta: os manipuladores informáticos agem como mercenários, a soldo da entidade que desembolsar mais dinheiro.
Se a política fosse uma atividade exclusivamente assente em critérios de racionalidade, a questão da Saúde e Educação seria resolvida com bom senso e cálculos.
Não podemos exigir à classe jornalística o mesmo rigor que exigimos a quem nos lidera e que elegemos. Mas não deixa de ser curioso como certos temas são tratados...
Não é possível usufruir de uma vida de abastança rodeados de miséria quando ela é obtida graças a uma maciça transferência de rendimentos do trabalho para o capital.
Ainda estamos a viver no passado, mas tudo indica que em breve teremos mais uma importantíssima ferramenta para nos tornarmos numa economia dinâmica e concorrencial.
O risco, a longo prazo, é o da banalização do plágio. E o efeito dessa banalização pode ser perverso e paradoxal: se todos somos plagiadores, ninguém o é.
Como temos de defender o que é nosso e bom, aqui fica a sugestão: honrem o pastel de nata. Aquele que a TAP nos serve a bordo tem 24 horas de vida. Deixem-no em terra.
As palavras do primeiro-ministro no Parlamento Europeu, depois de dez anos de graves dificuldades económicas e financeiras, portanto sociais, tranquilizam qualquer português europeísta, vote ele no PS, no PSD, no CDS ou no PAN, só para referir os partidos com deputados
O Reino Unido quer negociar com a UE um acordo comercial ambicioso que inclua os serviços financeiros, salvaguardando ao mesmo tempo a estabilidade financeira.
Aparentemente, a gestão de Lacerda vai continuar até que haja (talvez) mais um banco em Portugal, mesmo que possa não haver uma única uma Estação dos CTT...
Os trabalhadores e as empresas necessitam de previsões fiscais a longo prazo e de uma descida de impostos para diminuir a servidão fiscal a que estão sujeitos.
É essencial que a orientação de um partido democrata-cristão aponte para a construção de um sistema integrado de participação que inclua as políticas sociais e económicas.
Entregar a elaboração do programa do partido a uma equipa em que ninguém tem mais de 45 anos, representa uma clara aposta na renovação geracional do partido.
A crescente pressão resultante dos desafios regulatórios, escrutínio reputacional e escassez de talentos, obriga a respostas estruturais, de maior oferta de valor.