Enquanto continuarmos a medir o rigor pelo número de documentos exigidos e não pela qualidade das decisões tomadas, continuaremos a ser, apenas, um país onde o papel muda de formato, mas a burocracia permanece intacta.
A tecnologia por si só não gera valor; o valor surge quando a organização se reestrutura em torno dela. O mesmo princípio se aplica à inteligência artificial.
A Administração Pública não precisa apenas de novas soluções. Precisa de soluções que funcionem entre si. De sistemas que comuniquem. Caso contrário, o resultado é um desperdício de dinheiro público, duplicação de custos e uma experiência caótica para cidadãos e empresas.
Estimular uma economia onde o número de beneficiários do subsídio de desemprego caiu para um mínimo de 45 anos é como injetar adrenalina no corredor que está a centímetros da meta numa corrida de 100 metros.
Ainda não são do domínio público as motivações que presidiram a algumas escolhas de Rio para a Comissão Política. Inegável é que o tempo não descansa. Por isso, a sua liderança não tardará a ser avaliada pelos portugueses.
Porquê esta dificuldade em investigar e noticiar com um mínimo de objectividade? Onde há sempre os mesmos maus, Assad, o Estado Sírio, os russos, e há sempre os mesmos bons?
A Lei das Rendas e o dossiê das rendas antigas vai ser novamente debatido no Parlamento em março, e será alvo de revisões por iniciativa dos partidos de esquerda. Teme-se o pior quando o Governo tem tendência a olhar apenas para um dos lados.
Num período de tempo provavelmente mais breve do que antecipamos, as novas tecnologias conseguirão criar uma verdadeira realidade paralela à nossa volta.
O tema de fundo não é o preço da habitação, que continua a ser inferior ao de outras cidades europeias, mas o facto de o rendimento disponível das famílias continuar baixo.
Ninguém no seu perfeito juízo imagina Costa a desagrilhoar Catarina e Jerónimo e, de seguida, lançar-se no colo de quem lhe quer "roubar" o lugar de primeiro-ministro.
Portugal não pode, durante muito mais tempo, ser o único país da UE que não permite que os marítimos dos navios que navegam com a sua bandeira se protejam dos ataques de piratas.
A divisão negocial é um erro que, a persistir, será pago pelos bancários. Um erro que alguns não percebem, ou fingem não perceber, bem instalados que estão na sua zona de conforto.
Nunca pensei opinar sobre Bruno de Carvalho. No entanto, as atitudes do presidente do Sporting e de um minúsculo grupo de fanáticos leoninos em relação aos media nos últimos dias levam-me a escrever sobre um tema que me preocupa há muito tempo. Existe um grande e crescente défice de consideração pelos jornalistas em Portugal. Em larga parte, não tem fundamentação e cria uma situação contraproducente para a sociedade portuguesa.
Numa semana, o quadro partidário mexeu, tornou-se mais complexo e capaz de articular políticas, consensos e, até, várias possibilidades de governo (...) Importante é registar que o PSD mudou de pessoas, de estratégia e de tática. Agora deverá, claro, começar o escrutínio
O PSD só poderá ganhar eleições se promover os 'freelancers', os trabalhadores por conta própria e os funcionários públicos. E isto não é virar à direita ou à esquerda, é conquistar o eleitor bailarino.
Ao PSD basta propor entendimentos em matérias fundamentais para um tempo relevante. E deve exigir a participação do CDS. Este sempre se mostrou disponível para discutir o futuro.
Hoje temos vergonha de assumir que o mercado português está abandonado, fruto de ganância e poder, destruindo o capital de confiança e as poupanças de décadas dos investidores.
Goste-se ou não, as escolhas de Rio não são uma traição. São mudança. E foi nisso que a maioria dos militantes do PSD votou. O tempo dirá se essa mudança fará também com que outros tantos portugueses regressem ao PSD.
Outrora, a Fundação Gulbenkian compreendeu a importância de um investimento estratégico nas Artes e Cultura. O que é necessário para recuperarmos essa visão?
Porque não teve o BES, quando precisou, mais tarde, o mesmo tratamento preferencial que foi dado aos outros grandes bancos do sistema? Esta é a grande questão.