As dúvidas são ainda muitas e tenderão a persistir por algum tempo. No entretanto, o BCE vai tomando consciência de uma nova realidade, a sua política monetária única não é europeia, mas sim global.
O governante acredita que a curto prazo os níveis da economia vão estabilizar e acrescentou que não é saudável para a economia existirem taxas de juro aos níveis atuais tal como não era saudável estarem em terreno negativo ou perto do zero.
Há luz ao fundo do túnel. O mercado prevê que os juros na Zona Euro possam baixar 0,75% entre Dezembro de 2023 e Dezembro de 2024, estabilizando em 2,5%.
O país deve manter o rigor orçamental, contudo, havendo mais receita fiscal, o Governo deve tomar medidas para combater as desigualdades, nomeadamente no acesso à habitação.
O que vai acontecer não deverá trazer surpresas; é a interpretação do que for dito e das minutas da reunião que vai ser interessante. E isto porque a Fed e o mercado estão, pela primeira vez nos tempos recentes, em clara dessintonia.
É fácil confundir “lucros excessivos” com economia de mercado, mas a resposta é precisamente a contrária. É absolutamente necessário defender o espaço concorrencial, pois essa é uma das verdadeiras funções do Estado.
Neste momento, apenas a banca está representada em bolsa, mas há a possibilidade de outros sectores se juntarem em breve, como a seguradora ENSA e empresas do sector petrolífero.
Ainda que o BCE tenha sido o grande moderado, as taxas de juro de referência ficaram mais altas, e assim irão permanecer, e os seus efeitos são já bastantes reais sobre os rendimentos das famílias mais endividadas.
Há a suspeita de que, de novo, o investimento esteja a ser usado como instrumento de controlo das contas públicas. Por isso, não se pode confiar na meta governamental de aumentar o investimento em 37% no próximo ano.
Não é moralmente aceitável que empresas possam ter lucros acrescidos, devido a fenómenos inflacionistas. Na próxima semana o Parlamento vai realizar esse debate.
O principal ativo das famílias é o teto e é na habitação que devem colocar todas as fichas do jogo da vida. Ora, a conclusão a que chegamos é que se está a adulterar aquilo que deve ser o primado da despesa familiar, que é, repetimos, o teto.
66% das empresas portuguesas não inicia ações de cobrança com o vencimento de uma fatura. Ou seja, apenas um terço avança para a cobrança quando a fatura está vencida, conclui estudo da Crédito y Caución, empresa de seguros de crédito, e da consultora Iberinform.
Com o crescimento da economia da zona euro "acima do esperado" fica afastada a possibilidade de recessão este ano, salienta a research do Millennium. Contudo a escalada da inflação, na zona euro, acima do esperado, "aumenta a pressão para o BCE no que respeita ao tamanho das próximas subidas de juros".