O BCE deverá subir os juros em todas as reuniões até Dezembro. A solidariedade europeia será testada neste Inverno, no que começam a ser muitos testes a um bloco económico que apenas ambicionava a paz.
Num cenário de incerteza quanto à evolução da economia, em que a coesão da UE e da UEM é testada diariamente, seria muito útil ter um BCE credível e com uma liderança forte.
Peça ao seu banco simulações da Euribor a 2% e 3% e tente renegociar o “spread”. Acima de tudo, e antes de qualquer grande decisão, será importante saber quais os aumentos salariais previstos para 2023.
Citando Jonathan Golub, do Crédit Suisse US, “uma recessão é, antes de outras coisas, um colapso do mercado de trabalho”. Ou seja, o copo está meio cheio ou meio vazio, sendo que estamos estamos em pleno “yes, but market”.
As mais recentes quedas do mercado refletem a eliminação dos excessos, constituindo, como sempre, uma oportunidade de investimento para os investidores de longo prazo.
O FMI veio dizer-nos o que já todos sabíamos, mas não disse que os Estados resolvem cada problema “atirando-lhe” para cima dinheiro que não têm: o dinheiro da dívida pública.
Tendo presente a Teoria Económica, a mensagem para a Europa é simples: para controlar a inflação sem o euro cair demasiado, a taxa de juro vai ter de subir.
O principal aspeto negativo deste Orçamento é o facto de, à semelhança dos anteriores, não criar condições para o crescimento económico de que o país necessita.
A compra de casa para quem não tem pais com alguma folga financeira é uma iniciativa absolutamente titânica. Ou não estivessem os preços da habitação a aumentar devido a uma inflação galopante.