Ensinar para duvidar num mundo com IA parece exigir, talvez paradoxalmente, mais presença, mais debate direto entre alunos e professores, mais confronto de ideias ao vivo, mais tempo dedicado ao processo de aprendizagem.
Ao quinto dia, a greve a nacional, por distritos, convocada por oito organizações sindicais, chega ao nordeste transmontano. Esta sexta-feira realizam-se as últimas reuniões da terceira ronda de negociações entre o ministro da Educação e os sindicatos. Na 24 de julho estarão, entre outros, a FENPROF, o SIPE e o S.T.O.P.
A persistir-se na mesma abordagem, a radicalização a que assistimos entre os professores vai acontecer com outras classes profissionais. Preparem-se. Não vai ser bonito.
Horas antes de retomar as negociações esta quarta-feira, o ministro João Costa deu uma conferência de imprensa e fez chegar aos sindicatos um conjunto de propostas, entre as quais a possibilidade de todos os professores que já acumularam 1095 dias de serviço e que, neste ano letivo, têm um horário completo, possam vincular.
António Costa disse, esta quarta-feira de manhã, que o ministro da Educação tem propostas concretas para apresentar aos sindicatos dos professores. Negociações retomam esta tarde entre o ministro João Costa e seis estruturas sindicais e prossegue na sexta-feira.
O primeiro encontro no Ministério da Educação está agendado para as 16h00 desta quarta-feira, com a FNE, seguindo-se, quatro horas mais tarde, cinco estruturas sindicais: SNPL + SIPEB + ASPL + SEPLEU + PRóORDEM.
O conjunto de 18 greves por distrito do continente foi convocado por um conjunto de oito organizações sindicais - ASPL, FENPROF, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU - e no seu primeiro dia, esta segunda-feira, encerrou mais de 150 escolas em Lisboa.
A revisão do regime dos concursos de colocação, a recuperação do tempo de serviço congelado, o fim das quotas na avaliação e melhores condições salariais estão entre as principais reivindicações dos professores.
A situação ameaça piorar a partir de 16 de janeiro, segunda-feira, com oito estruturas sindicais unidas para 18 dias úteis de greve que vão percorrer o continente português, de norte a sul, distrito a distrito, até 8 de fevereiro.
Se o ministro João Costa não recuar, os 18 dias úteis de greve percorrerão o continente português, de norte a sul, distrito a distrito, entre os dias 16 de janeiro e 8 de fevereiro.
Num balanço à paralisação, o Sindicato Independente de Professores e Educadores, fala numa "adesão em massa" dos professores que provocou o encerramento de muitas escolas por todo o país, deixando centenas de alunos sem aulas no primeiro tempo.
Os sindicatos estão em luta contra as políticas do ministro João Costa. Esta terça-feira, 3 de janeiro, tem início a greve ao primeiro tempo, convocada pelo SIPE, enquanto a Fenprof promove uma concentração junto ao Ministério da Educação, a partir das 11h00.
Nas Universidades estamos a atrair, a integrar e a contribuir para criar um capital humano e emocional que pode ajudar a criar e a reter talento, mas quem pode ficar?
Primeiro-ministro lembra que já foi aberto um processo de negociação sindical para alteração do modelo de vinculação dos professores. Apontando que a estabilidade do corpo docente reforça a qualidade da educação, destacou que este é um ganho fundamental que tem que se conseguir.
Apesar dos ventos de feição à esquerda dos últimos seis anos, houve oito greves gerais da função pública desde que António Costa tomou posse como primeiro-ministro, sendo o motivo principal dos protestos a perda de rendimentos.
O Sindicato Independente de Professores e Educadores transmite esta tarde à tutela o chumbo dos professores e educadores à proposta de João Costa. "Qual o motivo de repescar um modelo de recrutamento que, comprovadamente, não resultou...!?», questiona a presidente do SIPE, Júlia Azevedo.
Os professores devem assumir um papel ativo nas novas abordagens pedagógicas. Só desta forma será possível responder às questões de fundo do século XXI.
Preparados ou não, eis que chegamos ao início do novo ano letivo e, certamente por vários motivos, o mais difícil das nossas vidas de pais em clima de total desconfinamento.
Uma melhor Universidade está dependente de melhores Professores e os Professores serão melhores se forem Investigadores, e vice-versa. É preciso coragem para rever um sistema que está muito longe do ideal.