Ensinar para duvidar num mundo com IA parece exigir, talvez paradoxalmente, mais presença, mais debate direto entre alunos e professores, mais confronto de ideias ao vivo, mais tempo dedicado ao processo de aprendizagem.
Além da greve ao último tempo letivo de cada docente, arrancam também na quarta-feira greves ao serviço extraordinário, ao sobretrabalho e à componente não letiva, sem impacto nas aulas dos alunos.
“Discurso Direto” é um programa do Novo Semanário e do Jornal Económico onde todas as semanas são entrevistados os protagonistas da política, da economia, da cultura e do desporto. Veja a entrevista ao secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira.
Ministro João Costa apresenta medidas que mexem nas vagas e duração dos escalões, mas os sindicatos falam em remendos. "Se esta for a proposta, não é aceitável", afirma Mário Nogueira. Negociações retomam a 5 de abril. Calendário de greves mantém-se.
A partir de segunda-feira, arrancam greves ao serviço extraordinário, ao sobretrabalho, à componente não letiva e ao último tempo letivo de cada professor. Estão também previstas novas greves por distrito entre 17 de abril e 12 de maio, uma greve nacional em 06 de junho e às avaliações finais do ano letivo.
Os sindicatos levam na agenda problemas relacionados com "desigualdades" entre os docentes com contrato a termo, mas também entre docentes dos quadros, com ultrapassagens na carreira e nos concursos".
Dezenas de professores estão acampados em frente ao Parlamento desde a aprovação do novo modelo de recrutamento e colocação de docentes e prometem continuar a lutar até o ministro acolher as suas reivindicações.
As organizações sindicais entendem que há “lugar a diligências que as instâncias europeias poderão desenvolver”, apesar de considerarem que “os problemas que afetam os professores tenham de ser resolvidos pelas instâncias de poder nacional, designadamente Governo e Assembleia da República”.
A concentração, organizada pelo movimento "Missão Escola Pública" arrancou por volta das 18:23, uma hora simbólica que faz referência aos seis anos, seis meses e 23 dias de tempo congelado que os docentes exigem ver recuperado.
O novo regime de gestão e recrutamento de professores foi aprovado na quinta-feira em Conselho de Ministros e de entre as medidas destacam-se a vinculação de mais de 10.500 professores e a aproximação dos docentes das suas residências.
“A esta hora ainda não há muitos dados concretos, mas a informação que temos é que os hospitais estão a cumprir os serviços mínimos, nomeadamente nos internamentos e urgências. Algumas escolas estão encerradas e um Loja do Cidadão no Porto está encerrada”, disse aos jornalistas o coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana, pouco depois das 09:00.
O Ministério da Educação disse hoje ter legitimidade para pedir que sejam fixados serviços mínimos para as greves nas escolas, incluindo para o trabalho dos não docentes, cujo serviço é distribuído pelos diretores escolares.
A FNE, que congrega dez sindicatos de professores e pessoal auxiliar, e outras estruturas sindicais afetas à UGT, celebraram um acordo histórico que abarca cerca de 280 mil trabalhadores do sector social.
A agenda dos protestos, anunciada esta segunda-feira por uma convergência de nove sindicatos, inclui diferentes formas de luta, entre as quais uma greve ao último tempo letivo diário de cada docente já a partir de 27 de março.
Educar uma nação é uma tarefa dura e complexa. Para tal, precisamos valorizar quem de forma corajosa decide abraçar o desafio de ser professor com o intuito de melhorar a sociedade.
Depois de cinco meses de negociações sem sucesso, os sindicatos solicitaram uma reunião suplementar, tendo já anunciado que existem “seis linhas vermelhas” que impedirão um acordo.
Bem ou mal, a Fundação para a Ciência e Tecnologia foi ajudando a abrir caminho a ideias e projectos, e também a jovens investigadores. E um artigo recente, de João M. Santos, pode agora ajudar a FCT, e todos nós, a ser melhores.
Os bloquistas questionaram a Comissão Europeia se, tendo em conta Declaração dos Direitos Humanos, “pode um governo da União Europeia decretar serviços mínimos, especialmente com esta dimensão no exercício do direito à greve”.
Depois de dois dias de greves regionais nas escolas, a plataforma de nove organizações sindicais dos professores apela este sábado aos professores para que saiam à rua para mostrar o descontentamento da classe.
Esta quinta e sexta-feira haverá greve dos professores, sendo que no sábado, 4 de março, os docentes voltam à rua com manifestações em Lisboa e no Porto. Assim, o líder da Fenprof, Mário Nogueira, pediu aos pais para não levarem os filhos à escola, por “solidariedade” e atenção, “porque os serviços não são iguais e pode acontecer que muitos alunos fiquem sem atividades".