Ex-ministro vai liderar operação nacional de plataforma britânica que aposta na descarbonização do transporte rodoviário pesado de mercadorias em toda a Europa e no Reino Unido.
António Costa reitera que, no seu entender, “a chefe do gabinete do ministro das Infraestruturas agiu corretamente perante a quebra de segurança de documentos classificados”.
Ministro das Infraestruturas considera que combustíveis sustentáveis são uma forma de a companhia aérea não viver na "ansiedade" dos preços do petróleo nos mercados internacionais.
O debate de hoje acontece num momento de distanciamento do Presidente da República em relação a Costa e quando a oposição exige não apenas a demissão de João Galamba, como o conhecimento pormenorizado da intervenção de membros do Governo sobre o envolvimento do SIS.
"Maquiavel para Principiantes", o podcast semanal do JE da autoria do especialista em comunicação e cronista do "Jornal Económico", Rui Calafate, pode ser ouvido em plataformas multimédia como Apple Podcasts e Spotify.
O partido liderado por André Ventura diz que após a audição na quinta-feira do ministro das Infraestruturas, "tornou-se evidente que o recurso abusivo e indevido ao SIS partiu do núcleo próximo do primeiro-ministro, senão do próprio".
Mariana Vieira da Silva soube da situação no Ministério das Infraestruturas, que envolveu a equipa de João Galamba e Frederico Pinheiro, ao final dessa noite, véspera de Conselho de Ministros, através do secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros.
Frederico Pinheiro e Eugénia Correia responderam aos deputados durante mais de 12 horas. Contradizem-se sobre o que terá ocorrido nas instalações do Ministério a 26 de abril. Da TAP, pouco se falou.
"Sabemos que houve uma tentativa de telefonema que não foi bem sucedida. O primeiro-ministro teve conhecimento à posteriori", garantiu Brilhante Dias, depois de dois partidos pedirem a demissão imediata de João Galamba.
Galamba recusa ligação ao caso de Alexandra Reis. Considera “normal” reuniões preparatórias antes de audições parlamentares e realça “preocupação com o computador do ex-adjunto. Diz que “não há duas versões, há uma história com factos e testemunhas”.
Em entrevista ao JE, o politólogo João Palmeira defendeu que o ministro "pode estar cheio de razão, mas aquilo que aconteceu é demasiado grave para não tirar consequências políticas porque o Estado não pode ser vitima deste tipo de situações e depois não haver consequência nenhuma".
"Com esta atitude irresponsável, incoerente e mentirosa, acho que o primeiro-ministro tem motivos para afastar João Galamba, mesmo que mantenha a confiança". André Ventura sustenta que Galamba já é um "ativo tóxico" para este Governo e que António Costa já poderá estar a preparar o seu afastamento.
"João Galamba, como como percebemos ao longo de todo o processo, está a afundar-se politicamente. O primeiro-ministro decidiu [manter o ministro das Infraestruturas] significa que o primeiro-ministro está a afundar-se com João Galamba. Estão a afundar-se um ao outro por decisão de ambos", defende Rui Rocha.
O ministro das Infraestruturas envolveu o nome de José Luís Carneiro, ministro da Administração Interna, no rol de contactos na noite de 26 de abril, período em que aconteceram os incidentes no Ministério. José Luís Carneiro corroborou esta sexta-feira esse contacto.
O jornal "Expresso" cita uma fonte próxima ao processo para referir que "a falta de alternativa política ao Governo deixou de ser prioridade" nos cálculos do Presidente e que Marcelo está avaliar a dimensão do "pântano" para perceber como fica o "prestígio das instituições" depois das audições desta semana na CPI à gestão da TAP.
Perícia informática vai rastrear eventuais apagões ou mexidas no computador de ex-adjunto de Galamba após entrega ao SIS e até chegar às mãos da PJ. Eventual mexida constitui obstrução à justiça.
Das reuniões preparatórias que considera "normais" à privatização e aos episódios rocambulescos que se deram no Ministério das Infraestruturas. Recorde a audição de João Galamba minuto a minuto.
Se ficar demonstrado que Frederico Pinheiro tinha direito a entrar e sair livremente do Ministério, que consequências jurídicas haverá para quem o reteve?
O INE apresenta hoje a síntese económica de conjuntura no passado mês de abril. Um dia depois de Frederico Pinheiro, é a vez de João Galamba ser ouvido na Comissão de Inquérito Parlamentar à TAP.