“Os jovens serão referenciados pelos médicos de família ou por referenciação interna do ICAD”, disse à agência Lusa a presidente do ICAD, Joana Teixeira.
Por ironia histórica, a decisão americana de impor a paz no Golfo converte-se numa das mais pesadas sanções que alguma vez se abateram sobre o Kremlin, sem que ninguém precisasse de a decretar.
Hoje estamos perante uma crise conjuntural, mas que reflete as já muitas fragilidades do sistema energético global, cuja transformação não acompanha ainda os desafios dos novos tempos geopolíticos.
Mais do que novos parques eólicos, trata-se de construir uma nova infraestrutura energética no Atlântico. Uma rede offshore interligada poderá ligar centros de produção renovável a diferentes países europeus, reforçando a segurança energética do continente e criando novas rotas de eletricidade limpa.
Uma Europa que depende do exterior para se aquecer, para se defender e para estabilizar a sua vizinhança torna-se mais vulnerável à pedagogia dos charlatães. E estes, como a história europeia recorda com demasiada frequência, raramente chegam ao poder prometendo destruir a ordem. Chegam prometendo salvá-la.
Nesta reorganização geopolítica das potências globais, amplamente determinada pelo acesso à energia e a recursos estratégicos, a Europa perdeu grande parte da sua capacidade de ação.
A Europa não precisa de confrontar os EUA. Precisa de se libertar da ilusão de dependência eterna. Precisa de falar a linguagem da maturidade estratégica. Cooperar quando os interesses coincidem. Divergir quando não coincidem. Proteger-se quando é atacada.
A tese é desconfortável para o Kremlin, mas os indicadores são implacáveis: Moscovo está a abdicar da sua autonomia estratégica, ao converter-se, na prática, num estado-cliente de Pequim, como consequência direta de vetores de dependência tecnológica e económica sem precedentes.
Europa, outrora epicentro da modernidade e motor da prosperidade global, tornou-se prisioneira de suas próprias hesitações. Três causas explicam essa paralisia: a guerra na Ucrânia, a dependência face aos EUA e a rigidez institucional e produtiva.
Para Netanyahu, o ataque em solo iraniano foi uma demonstração de força. Mas para Donald Trump, agora de novo Presidente dos EUA, foi um lembrete incómodo de que mesmo os aliados mais próximos podem complicar estratégias delicadas.
A adaptação e validação em português europeu da Game Addiction Scale-7 (GAS-7) - desenvolvida pelo investigador holandês Jeroen S. Lemmens e que avalia sete sinais de alerta - permitirá à comunidade clínica de psiquiatras e psicólogos ter uma nova escala para identificar comportamentos e níveis de dependência associados ao uso excessivo de videojogos entre os jovens.
É urgente a diversificação da economia portuguesa para setores de maior produtividade, com realce para a reindustrialização, que teve menos medidas no recente Pacote Económico do que o turismo.
Um dos mitos é acreditar que a transição energética vai ser limpa. Não vai, porque a procura por minerais vai aumentar 500% nas próximas duas décadas, e a maior parte dessa mineração vai ser intensiva, destrutiva do ambiente.
Portugal, que apenas emite 0,11% do CO2 mundial, teve a ambição de liderar esta transição a nível europeu, quando caminha, com total resignação, para a cauda da Europa em termos económicos.
Rishi Sunak, primeiro ministro do Reino Unido, confirmou os planos para conceder mais de 100 licenças para extraçaõ de petróleo e gás no Mar do Norte, de forma a reduzir a sua dependência energética da Rússia.
A estratégia apresentada esta quinta-feira, pela ministra das Relações Exteriores, Annalena Baerbock, passa por reduzir a dependência em “sectores críticos” como a medicina, baterias de lítio usadas nos carros elétricos e metais raros essenciais para o fabrico de chips.
A Europa iniciou um esforço para conseguir diversificar a origem do gás natural de que tem necessidade. E esse esforço provocou a subida dos preços do gás natural nos mercados internacionais, porque a concorrência aumentou.
Os investimentos de dois fundos soberanos nos aumentos de capital da EDP vêm reforçar a estratégia de diversificação da estrutura acionista da energética.