Reino Unido vai conceder licenças para extração de petróleo e gás no Mar do Norte

Rishi Sunak, primeiro ministro do Reino Unido, confirmou os planos para conceder mais de 100 licenças para extraçaõ de petróleo e gás no Mar do Norte, de forma a reduzir a sua dependência energética da Rússia.

Reino Unido vai conceder licenças para extração de petróleo e gás no Mar do Norte
Rishi Sunak

O Reino Unido comprometeu-se esta segunda-feira a conceder futuras licenças para a extração de petróleo e gás no Mar do Norte, uma medida para ajudar nos esforços de tornar o país mais independente de energia, segundo a “Reuters”.

Rishi Sunak, primeiro ministro do Reino Unido, confirmou os planos para conceder mais de 100 licenças deste género e anunciou um novo apoio para dois aglomerados de captura e armazenamento de carbono na Escócia e no norte de Inglaterra.

Sunak ainda afirmou que o Governo e o regulador de petróleo e gás comprometeram-se a realizar futuras rondas de licenciamento, de forma a conter o declínio na produção doméstica no Mar do Norte e a reduzir a dependência do país de estados como a Rússia.

Os britânicos têm realizado esforços para atingir as zero emissões líquidas de gases de efeito de estufa até 2050, um assunto que se tornou polémico entre os governantes do partido Conservador e os opositores do partido Trabalhista.

O Governo argumenta que conter o declínio na oferta doméstica vai reduzir a pegada de carbono quando comparada com a opção alternativa de importar gás natural liquefeito, no entanto o Governo enfrenta contestações legais de ativistas climáticos.

Sunak refere que as novas licenças estão em conformidade com as metas ambientais do Governo, com cerca de um quarto da procura de energia do Reino Unido ainda a ser respondida por petróleo e gás, apesar do país ter a meta de 2050 para atingir as zero emissões.

Relacionado

Reservas de gás da União Europeia estão no nível mais baixo em 15 anos

Reservas de gás da União Europeia estão no nível mais baixo em 15 anos

Ruben Pires3 Set
De acordo com a publicação BiGo Finance o nível de reservas de gás que a União Europeia detém nesta altura deve-se a um erro de cálculo. O bloco europeu vinha adiando as compras de gás na expetativa de que o conflito no Médio Oriente, que se iniciou em fevereiro entre Estados Unidos, Israel, e Irão, tivesse um desfecho rápido, permitindo que o gás natural vindo do Qatar voltasse a passar pelo Estreito de Ormuz a um preço mais baixo. Contudo o cenário de momento não se concretizou.