Portugal não se torna uma economia inovadora por acumular patentes. Mas dificilmente o será sem elas. O recorde atual merece ser celebrado porque revela uma mudança de cultura.
Portugal não precisa de escolher entre startups e indústria. Precisa de construir uma economia onde as startups alimentem a renovação industrial e onde as grandes empresas tenham ambição suficiente para transformar inovação em capacidade global.
Uma organização deve providenciar, claro, um nível mínimo de conforto e de suporte, mas se quer construir um local de trabalho extraordinário, deve ser desafiante e alavancar a energia e emoção das pessoas.
As empresas têm a enorme responsabilidade de liderarem o caminho e orientarem a sua atuação rumo ao cumprimento de objetivos. Exige foco, estratégia e alinhamento.
A Padaria Portuguesa foi bafejada por um comprador quase perfeito. Para além da cultura e valores, do espírito de família alargada, da capacidade de investimento e da rapidez de decisão, o Grupo Rodilla compreendeu o potencial da cadeia.
Num contexto cada vez mais marcado pela diversidade, a empatia ajuda na capacidade de entender e integrar o outro, sendo essencial para promover um ambiente de respeito e integração, dando espaço à criatividade e à inovação.
A liderança do passado ficou marcada pela imagem de um líder afirmativo que nunca se engana e que raramente tem dúvidas. A marca de liderança hoje é radicalmente diferente.
Da mesma forma que uma empresa tem objetivos a cumprir, também deve ter valores a praticar e, uma boa gestão saberá seguramente fazê-lo: escolher bem os objetivos e os valores.
Em termos de cultura global do país, deveríamos ser capazes de empreender melhores culturas empresariais por forma a não acentuar tanto o desfasamento entre a riqueza e a pobreza.
Não me parece que exista uma autoridade moral dos empresários na hora de discutir a falta de mão de obra em Portugal, a política de salários baixos ou a precariedade do vínculo laboral.
Falta, no nosso país, uma cultura generalizada que melhor enquadre a livre iniciativa empresarial. Isso exige mudanças de mentalidade não só do Estado, mas também dos próprios agentes empresariais.
Os impactos das demissões voluntárias são diretamente sentidos na produtividade, na satisfação dos colaboradores e no lucro da empresa. E tudo indica que 'a grande demissão' é um processo que irá continuar.
Acima de tudo, a “espécie Informático” tem de saber comunicar ao serviço da empresa, dado que é uma das bases fundamentais para a garantia da competitividade de uma empresa.
A permanente mudança é o nosso caminho, mas às vezes não damos por isso. E para as empresas, qual é o caminho para acompanhar, provocar, produzir e responder à mudança? Não será apenas um caminho, mas vários.
Na UE, o número de mulheres na liderança das empresas tem vindo a aumentar gradualmente, mas os lugares de administração continuam a ser amplamente ocupados por homens. Daí que o acordo político alcançado seja da maior importância.