Este valor significa um ligeiro aumento face aos 2,24% que os senhorios poderiam aumentar em 2026, segundo os dados da inflação de agosto que se fixou em 3,3%.
Em comunicado, a Associação de Inquilinos Lisbonenses (AIL) apresenta quatro medidas que pretende ver discutidas no Orçamento do Estado para 2024, na especialidade, sobre o mercado de arrendamento.
A Associação de Inquilinos Lisbonenses sublinha que o principal objetivo é limitar o impacto da atualização das rendas em 2024, que deve chegar a 6,9%, exigindo medidas para tal, que podem passar pelo apoio direto a senhorios particulares.
Uma renda em Lisboa custa três vezes mais o salário mínimo e quem não consegue pagar, toma medidas “extremas” e vai viver para a rua numa tenda, escreve esta quinta-feira a imprensa espanhola.
Especialistas defendem que a medida do Governo vai impactar a dinâmica da oferta. “Estamos mais uma vez a dar não um tiro, mas dois tiros nos pés”, diz Patrícia Barão, responsável pela área residencial na consultora JLL.
É preciso recuar até fevereiro de 2014 para encontrar uma subida tão significativa das rendas em Portugal. Em agosto, o preço das rendas pagas por inquilinos aumentou 4,81%, avança o "Público".
Depois de serem conhecidos os dados do INE sobre a atualização das rendas para o próximo ano, e do Bloco de Esquerda e do PCP terem anunciado projetos de lei para travar este aumento, o Primeiro-Ministro anunciou que o Governo está a ponderar um travão, mas ainda não sabe valor.
A semana fechou em Portugal com uma série de dados que revelam alguma fraqueza, algo expectável dado o abrandamento generalizado na Europa e a subida de juros em curso.
O PCP anunciou hoje que vai apresentar na Assembleia da República uma iniciativa para limitar o aumento das rendas a 0,43%, depois de o Instituto Nacional de Estatística (INE) ter estimado subidas de 6,94%.
De acordo com os dados do INE, nos últimos 12 meses até agosto a variação média do índice de preços, excluindo a habitação, foi de 6,94%, valor que serve de base ao coeficiente utilizado para a atualização anual das rendas para o próximo ano, ao abrigo do Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU), e que representa mais 6,94 euros por cada 100 euros de renda.
Segundo o estudo da Savills, Lisboa lidera no ranking das dez cidades europeias que registaram um maior aumento das rendas, seguida de Berlim. Já Amesterdão ocupa o oitavo lugar, com uma subida de 3,3% no primeiro semestre, seguido de Barcelona, com 3%, Milão e Madrid com 2,9%.
Metade dos senhorios que responderam ao inquérito da ALP, afirma que se o Governo voltar a fazer uma intervenção administrativa no arrendamento "irá fazer uma reflexão sobre a sua continuidade neste mercado”.
Os imóveis de gama alta da capital portuguesa registaram um aumento de 13,9% entre dezembro de 2022 e junho deste ano, acima dos 13,6% de Singapura. Principal motivo são os estrangeiros que procuram casa em Lisboa com mais poder de compra do que os portugueses, tal como na cidade-Estado asiática.
Em comunicado, a CML diz que com estas alterações ao Regulamento torna-se "mais amplo o alcance de quem pode aceder ao Subsídio Municipal ao Arrendamento Acessível".
Votações do Mais Habitação arrancaram com PS a recuar no apoio às rendas. Oposição vê com “bons olhos” essa decisão, mas frisa que “bola está agora do lado do Governo”.
Face ao último trimestre de 2022 verificou-se uma desaceleração do valor médio da renda (10,6%), tendo o número de novos contratos de arrendamento registado uma descida de 1,7% em comparação com o primeiro trimestre do ano anterior.
A ministra da Habitação, Marina Gonçalves, recusou hoje que o despacho que clarifica a forma de apuramento do apoio à renda seja um recuo face ao desenho inicial da medida, sublinhando que o universo abrangido até supera as previsões.