Os senhorios vão poder aumentar as rendas das casas até 2,56% a partir de 1 de janeiro de 2027, segundo a estimativa rápida do Índice de Preços no Consumidor (IPC), divulgado esta segunda-feira 31 de agosto pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Este valor significa um ligeiro aumento face aos 2,24% que os senhorios poderiam aumentar das rendas das casas em 2026, segundo os dados da inflação de agosto que se fixou em 3,3%.
“A aceleração do IPC é quase na totalidade explicada pelo aumento do preço dos combustíveis”, diz o instituto. “A variação do índice relativo aos produtos energéticos aumentou para 12,2% (8,7% no mês anterior) e o índice referente aos produtos alimentares não transformados registou uma variação de 3,4% (3,7% em julho)”, acrescentou.
O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) ficou em 2,7%, em agosto, mais 0,1 p.p. face a julho. A média anual do Índice de Preços no Consumidor (IPC) com exceção da habitação é usada para calcular o coeficiente de atualização anual dos diversos tipos de arrendamento.
Por exemplo, para uma renda no valor de 1.000 euros, o aumento será no máximo de 25,6 euros, enquanto um inquilino que pague uma renda de 800 euros pode passar a ter uma renda 820,46 euros por mês.