Este valor significa um ligeiro aumento face aos 2,24% que os senhorios poderiam aumentar em 2026, segundo os dados da inflação de agosto que se fixou em 3,3%.
O Governo anunciou 1.851.636.907 euros para construir, adquirir e reabilitar doze mil casas a custos acessíveis até 2030. É um número exato, decidido em Conselho de Ministros, publicado em Resolução e com calendário anual definido. Parece um número fechado. Mas não é.
De acordo com a plataforma Idealista o aumento foi sentido em todo o país, contudo a região de Lisboa continua a ser a mais cara, e Castelo Branco a mais barata para comprar casa.
Entre 2025 e 2026 os seis distritos que registaram a maior subida no preço das casas situam-se no interior do país, com destaque para Beja que observou o crescimento expressivo face a 2025 (+25,2%), seguida de Bragança (+24,5%), Guarda (+21,4%), Viseu (+18,1%), Castelo Branco (+17,9%) e Vila Real (+18,1%).
Neste período saíram do mercado 12.034 imóveis. A maior queda foi registada na Madeira, onde o parque habitacional disponível diminuiu 24,1%, seguida de Aveiro (-22,5%) e do Porto (-18,1%).
Apesar da crise no acesso à habitação, os licenciamentos para novos fogos caíram no arranque deste ano, enquanto promotores esperavam mais detalhes quanto ao IVA a 6%. Medidas são bem-vindas, mas vão demorar a surtir efeito, sendo que o arrendamento continua esquecido.
O concelho da Moita apresentou um aumento de 35,6%, seguida do Barreiro e do Seixal, ambos em torno dos 31%. Já Lisboa, Oeiras e Cascais observaram crescimentos homólogos entre os 15% e 17%.
Desde o pré-pandemia, o preço da habitação em Portugal cresceu 92%, enquanto o salário médio líquido subiu 42%. Estados-membros de baixos rendimentos têm tido as maiores escaladas de preços das casas. Portugal teve a terceira mais elevada nos últimos seis anos.
Valor do metro quadrado duplicou nos últimos três anos, até em edifícios construídos há 20 anos. Presidente da autarquia alerta para subida “galopante” dos preços devido à escassez de oferta. Estimativas apontam para a chegada de sete mil pessoas até ao fim da década à região.
Preços das casas aceleram o custo do metro quadrado em Lisboa, que continua a ser a cidade do país onde é mais caro comprar habitação. Já passa os seis mil euros.
De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a Península de Setúbal apresentou a maior subida (23,0%) e a Região Autónoma dos Açores o menor aumento (11,9%).
Entre 2023 e 2026, a Câmara de Lisboa investiu 1,1 milhões de euros na fase preparatória do 1.ª Habitação Lisboa. Já selecionou 11 localizações, mas as construções ainda não arrancaram.
Relatório da Comissão Europeia diz que a habitação em Portugal está sobrevalorizada em 35%. Promotores indicam que o documento não considera a realidade salarial do país, onde quase dois milhões recebem o salário mínimo.
Dados da Portugal Sotheby’s International Realty apontam para um aumento do valor médio dos imóveis vendidos de 22% face ao ano passado, com os portugueses a representarem 54% das transações.
De acordo com os dados definitivos do INE, nos últimos 12 meses até agosto a variação média do índice de preços, excluindo a habitação, foi de 2,24%, valor que serve de base ao coeficiente utilizado para a atualização anual das rendas para o próximo ano, ao abrigo do Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU).
Segundo o Imovirtual, no que diz respeito ao arrendamento, o Porto registou um aumento mensal de 5%, com rendas a atingirem 1.150 euros, consolidando-se como o distrito mais caro da região. O mesmo acontece em relação às vendas, atingindo 425.000 euros (+2% em agosto; +13% relativamente a 2024).