O problema não está na tecnologia em si, mas em quem a utiliza e em que condições. Grande parte deste tratamento de informação ocorre fora do alcance de qualquer regulação eficaz.
O Regulamento dos Serviços Digitais já valeu uma multa de cento e vinte milhões à rede X, que a plataforma contesta em tribunal, e há um esforço europeu de literacia e de vigilância do espaço informativo. Vale a pena defendê-lo, mesmo imperfeito.
Um melhor entendimento da praia e das outras espécies do que aquele que vemos nestas proibições de animais, representadas por cães em pictogramas, seria bem o sinal de um estado mais rico das nossas discussões sobre a convivência.
A vantagem competitiva do futuro não pertencerá só a quem desenvolver os modelos mais poderosos. Pertencerá também a quem conseguir demonstrar, com evidência, que esses modelos são seguros e dignos de confiança.
No ano passado, houve 2.164 reclamações, sobretudo a incidir sobre faturação, pagamentos, cumprimento defeituoso e atendimento. E este ano, a tendência mantém-se, com 1.118 queixas até 15 de junho.
Não fomos capazes de criar concorrentes da Amazon, Microsoft, Google, muito porque os europeus não foram ensinados, nem incentivados, a investir no mercado de capitais. É aqui que os EUA continuam a ter a sua força.
"O mercado europeu de medicamentos corre um risco crescente de perder a sua atratividade e competitividade", asseguram numa declaração assinada em Genebra pela ministra da Saúde alemã, Nina Warken, e pela ministra da Saúde francesa, Stéphanie Rist.
Defendo que as empresas portuguesas devem investir em dados estruturados, personalização e presença em canais agênticos, sob pena de se tornarem invisíveis. Mas defendo também que esta transição exige mais ambição regulatória europeia.
Quando – e se houver – uma onda de fusões transnacionais seremos quase sempre presas e não predadores. Portanto, cuidado com o que se deseja, não vai ser possível agradar a todos, embora me pareça que o destino é inevitável. Orgulhosamente sós… nem na América.
Para empresários com interesses entre a Europa e a América do Sul, o sinal é claro: estar informado e preparado desde o início pode fazer a diferença à medida que o acordo começa a produzir os seus primeiros efeitos e se abrem oportunidades.
A introdução da IA em sistemas militares, algo que vemos cada vez mais a acontecer, levanta uma questão decisiva: o ser humano continuará no centro da tomada de decisão, ou será progressivamente afastado do processo?
Entrámos numa fase de mudança acelerada e interligada, em que tecnologia, demografia, geopolítica e sustentabilidade obrigam as organizações a reinventar estratégias, cadeias de valor e modelos operacionais.
O futuro está na eletrificação e Portugal tem uma vantagem natural para responder ao desafio, graças à energia renovável que consegue produzir, mais barata do que a média europeia.
O impacto económico da web3 vai ser enorme transversalmente a toda a economia e é isso que estamos a perder. O atraso escolhido pelo Governo, que coloca a estratégia web3 na gaveta, não é perdoável.
A restauração, e tudo o que gira em seu redor, tornou‑se demasiado complexa para ser gerida com improviso ou como uma questão secundária depois de tratar da criatividade da cozinha e da decoração da sala.
Há mais sucesso em Portugal do que os sete unicórnios, os 43 líderes empresariais do BRP ou até o Ronaldo. E é este sucesso consistente, discreto e nacional que tem potencial real para transformar o país.
Primeiro constrói-se um sistema exigente, complexo e caro; depois celebra-se a sua simplificação como se estivéssemos perante uma conquista inesperada.
Na regulação digital embrulhamos toda a iniciativa em regulamentos para que ninguém saia prejudicado. É mais complexo, claro, mas também ajuda a perceber o abismo relativamente aos competidores norte-americanos e chineses.
Dois casos recentes nos Estados Unidos colocaram a Inteligência Artificial Generativa no centro de um debate urgente sobre responsabilidade, regulação e ética.
Sempre que a tecnologia toca diretamente na vida das pessoas, como é o caso da inteligência artificial, a sociedade exige regras. E a experiência é clara: em setores críticos, as regras não travaram a inovação. Pelo contrário, ajudaram-na a ganhar escala sustentada e a conquistar confiança pública.