"Estes seis meses foram marcados por um conluio entre o Chega e o PS. Ainda ontem [na sexta-feira] voltaram a aprovar juntos medidas com impacto orçamental", sustentou o líder parlamentar do PSD.
Pedro Nuno Santos referiu que o PS vai ver até onde pode ir sem colocar em causa o saldo orçamental, mas recusou adiantar propostas concretas e se podem estar em causa medidas em que o Governo esteja contra.
O PSD realiza o seu 42º congresso, em Braga, focado no próximo ciclo político, com autárquicas e presidenciais no horizonte, depois de o secretário-geral do PS ter proposto a abstenção do partido para viabilizar a aprovação do OE2025.
Pela primeira vez em anos, o conteúdo deste orçamento, isto é, as medidas e acções que se propõe concretizar, não estão no centro da discussão pública, o que acaba sempre por desgastar qualquer governo.
Mesmo sem assinatura, da conjugação do programa do Governo e das negociações com o PS saiu um bom Orçamento. Um bom Orçamento! Um OE que sobe pensões. Um OE que sobe salários, quer no setor privado, quer na função pública.
Nas galerias da Assembleia da República, a convite da Iniciativa Liberal, estava o opositor venezuelano Antonio Ledezma e outros membros da campanha de Edmundo González e representantes da comunidade venezuelana em Portugal, que foram aplaudidos de pé pelas bancadas da direita.
Luís Montenegro falava na inauguração da unidade de transformação de pescado da Omni fish, em Peniche, o terceiro ponto de agenda que teve hoje de manhã neste município do distrito de Leiria, e em que nunca respondeu a perguntas da comunicação social.
Em entrevista à rádio TSF, Pedro Nuno Santos deixa claro que o partido continua comprometido com as contas certas, garantindo que durante a discussão na especialidade o partido terá este objetivo em mente.
Chegados aqui, ficámos sem perceber que visão têm as diferentes forças para o caminho que devemos seguir, em conjunto, que objetivos propõem que sejam atingidos e que passos devemos dar para os alcançar.
A líder parlamentar dos socialistas apontou quatro pontos negativos ao OE do Governo, lembrando ainda que se verifica uma "ausência total" das suas propostas.
O Governo deixou cair calendarização do IRC no OE2025. A proposta de redução de 1 ponto percentual no imposto (para 20%) é apenas para o próximo ano. Cai a trajetória de redução gradual para 17% até 2027, após os socialistas terem exigido o compromisso público de não haver mais mexidas no IRC até ao final da legislatura e recuperar crédito fiscal ao investimento.
O secretário-geral do PS afirmou hoje que, uma vez que as negociações com o Governo terminaram sem acordo, a sua decisão em relação ao Orçamento do Estado depende de conhecer a proposta, que será apresentada à Comissão Política Nacional do partido.
"A discussão chegou a um ponto em que não é possível explicar ao país as divergências" entre Governo e oposição para aprovarem o OE2025, considerou Sérgio Sousa Pinto, confessando que nunca havia visto "uma convicção que assente em um ponto percentual".
Na conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, António Leitão Amaro indicou que esta proposta “reflete as negociações ocorridas com o PS, procurando relativamente ao ano de 2025 acolher todas as preocupações manifestadas pelo PS”.
Sem revelar o sentido de voto, mesmo depois da reunião com a bancada parlamentar, Ventura defendeu que este não é um OE do Chega, mas sim um "orçamento do PS e do PSD".
“O Partido Socialista não deixará de apresentar propostas, mas fará sempre essa apresentação com a preocupação de garantir a estabilidade orçamental e a não deturpação do orçamento durante o processo da especialidade”, afirmou o líder socialista.