O primeiro-ministro e o secretário-geral do PS reúnem hoje pela primeira vez sobre o OE2025, após sucessivos avisos de Marcelo: sem a sua aprovação, há crise política e económica.
O primeiro-ministro está desde o dia zero em campanha eleitoral. Fará algumas cedências, ficaria mal na foto se não as fizesse, mas será o PS a ter de engolir o sapo, aprovar o OE25, ou jogar à roleta russa.
Em declarações aos jornalistas, na Assembleia da República, André Ventura considerou que o Governo PSD/CDS-PP “perdeu a oportunidade de ter uma maioria no parlamento” ao eleger o PS como interlocutor preferencial. E advogou que, se houver uma crise política, haverá dois responsáveis: Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos.
Numa intervenção durante a inauguração da sede do partido em Aveiro, André Ventura considerou que o governo PSD/CDS-PP tem estado a dar sinais de querer um entendimento com o PS para fazer passar o Orçamento de Estado para 2025.
“Só não haverá orçamento se o Governo não quiser, se o Governo não perceber que não tendo maioria absoluta tem de ceder ao PS. A questão não tem a ver connosco ou com o nosso programa, mais do que isso. Tem a ver com conseguirmos que algumas medidas que são negativas não constem do orçamento e que algumas propostas sejam introduzidas no orçamento”, defendeu.
Em entrevista ao canal de notícias "Now" esta segunda-feira, Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, destacou que o Executivo tem "total abertura para negociar" com o PS. Marcelo Rebelo de Sousa voltou a alertar para a necessidade de ter um OE aprovado.
A política, na definição de Bismarck, debatida todas as semanas com sentido crítico e uma boa dose de ironia por António Saraiva, Luís Osório e Vera Gouveia Barros. Nesta edição, discutimos o flagelo dos incêndios e as negociações para o OE2025.
Socialistas preparam-se para apresentar propostas para facilitar o acesso à habitação com apoios públicos no financiamento à compra de casa. Programa eleitoral prevê uma garantia pública.
Estas posições foram transmitidas aos jornalistas na Assembleia da República pelo deputado e dirigente do PS António Mendonça Mendes, tendo em conta o alerta feito pelo Conselho de Finanças Públicas sobre o impacto do anunciado regime fiscal IRS Jovem.
Em declarações aos jornalistas no parlamento, Pedro Nuno Santos defendeu que “este é o momento de união, de unidade” e não de se fazer “críticas ao Governo”, salientando que devem estar todos mobilizados “no combate aos fogos, no apoio às populações”.
O PS considerou que a proposta social democrata é uma "golpada" do PSD que tem como propósito "garantir a sua sobrevivência" e facilitar o regresso às maiorias absolutas.
"E temos uma responsabilidade por termos na Venezuela uma comunidade portuguesa que não podemos abandonar. Essa comunidade tem de ser defendida com os valores do nosso país, da liberdade e da democracia", disse o líder do PS Madeira.
"Não podemos aceitar que após cinco décadas de governação do PSD na Região Autónoma da Madeira, com verbas avultadas oriundas da União Europeia, dos governos da República e dos impostos dos madeirenses e porto-santenses, não se tenha conseguido reduzir significativamente os índices de pobreza na Região", disse a deputada do PS, Isabel Garcês, após uma vista à Associação Protetora dos Pobres.
À margem de uma visita a uma escola no concelho de Cascais, Pedro Nuno Santos foi questionado sobre a entrevista ao Público e à Rádio Renascença do ministro dos Assuntos Parlamentares na qual Pedro Duarte pede humildade ao PS na negociação do Orçamento de Estado para 2025 para que se possa encontrar uma solução sobre o IRC e o IRS Jovem "a meio do caminho" entre as propostas do Governo e dos socialistas.
Sérgio Gonçalves disse que vai encarar este novo desafio com "entusiasmo e sentido de responsabilidade, num grupo parlamentar constituído por elementos de grande abrangência a nível de comissões parlamentares e com competências específicas, que são seguramente uma mais-valia para a defesa dos interesses nacionais no contexto europeu, em linha com os objetivos estratégicos do partido".
O ministro da Presidência reiterou a visão do ministro dos Assuntos Parlamentares, Pedro Duarte, transmitida na quarta-feira, de que “a bola está do lado do PS” nos próximos passos da negociação Orçamento do Estado para 2025.
Munidos da "informação imprescindível", que vinham a solicitar desde o final de agosto, com António Mendonça Mendes a ler o atraso na entrega como "má fé negocial", os socialistas preparam os próximos encontros com o Governo, com ou sem Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos, ausentes de ambas as rondas de encontros, "no calendário e formato que o Governo entender".
No final da reunião com o Governo sobre o Orçamento do Estado para 2025 (OE2025), Alexandra Leitão disse aos jornalistas que “finalmente o PS recebeu a informação” que tinha pedido e que agora irá analisar esses mesmos dados, ficando os socialistas “muito em breve disponíveis para continuar as negociações com o Governo”.
A ordem de trabalhos deste órgão, que funciona fora do período de trabalho efetivo do parlamento, só vai ser definida na reunião da conferência de líderes, na quarta-feira de manhã.
Pedro Nuno Santos condiciona os próximos capítulos das negociações para o próximo Orçamento do Estado, que arrancam nesta terça-feira, à entrega de informação sobre a margem orçamental, ainda não facultada pelo Executivo. Propostas do IRS Jovem e IRC baseadas numa "agenda fiscal radical, injusta e cara" são linha vermelha para o maior partido da oposição.