“Colocar medo às pessoas é aquilo que o Governo fez ao encomendar um relatório precisamente a quem sabia que tem uma narrativa de décadas a favor dos sistemas privados de Segurança Social e contra a Segurança Social pública. Isso é que é criar medo”, afirmou o porta-voz do PS e membro do Secretariado Nacional, André Moz Caldas.
Segundo Filipe Santos Costa, do secretariado nacional do PS, o país descrito por Montenegro não corresponde à realidade porque os dados mostram que a AD está a falhar em tudo aquilo que propôs aos portugueses.
“São desenvolvimentos com especial gravidade. O assunto em torno do ministro da Administração Interna atingiu o limite do admissível no quadro do normal funcionamento das instituições. Já temos o Governo a investigar o Governo, a ministra da Justiça a promover o inquérito das atividades de um do seu colega de Governo”, criticou, em declarações à agência Lusa, o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias.
“A partir de amanhã [segunda-feira], os portugueses vão pagar mais de 44 cêntimos por cada litro de gasóleo e mais de 30 cêntimos por cada litro de gasolina e isso vai significar que o Governo está a lucrar com os sacrifícios dos portugueses”, afirmou o socialista à margem de um encontro com militantes em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto.
Esta posição foi assumida pelo líder parlamentar socialista, Eurico Brilhante Dias, em conferência de imprensa, após ser confrontado com a intenção do Chega de avançar com uma comissão parlamentar de inquérito sobre os mandatos do atual ministro da Administração Interna enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ).
Marcos Perestrello afirmou que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o ministro da Educação, nas declarações de hoje, estão a responsabilizar os professores “pelo caos que o Governo lançou sobre a classificação dos exames de acesso ao ensino superior”.
Numa pergunta subscrita por toda a delegação socialista portuguesa no Parlamento Europeu e apresentada pelo eurodeputado Francisco Assis, os socialistas afirmam que Domingos Simões Pereira, vencedor das eleições de 2023 na Guiné-Bissau, foi novamente detido “com base em acusações forjadas” relacionadas com uma alegada tentativa de golpe de Estado.
“O PS, há um ano e meio, foi visto como uma força política que estava condenada a desaparecer. O que é certo é que hoje todos atiram pedras ao PS”, disse o líder socialista aos jornalistas à entrada para o congresso federativo da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL) do PS, em Lisboa.
José Luís Carneiro, secretário-geral dos socialistas, admite Comissão de Inquérito para apurar todas as responsabilidades. E diz que o chefe do Governo está a ‘treinar’ para ser um dos piores primeiros-ministros da democracia portuguesa.
O PS pediu a documentação detalhada da nova solução para a futura sede do Banco de Portugal, referindo dúvidas quanto à dimensão da poupança relativamente ao anterior projeto, estimada pelo governador em pelo menos 35 milhões de euros.
“Os portugueses podem não acompanhar todas as manobras políticas da AD e o Chega e nem perceber o namoro que umas vezes é feito com beijos, outras vezes é feito com amuos”, acusou José Luís Carneiro, numa intervenção no arranque da reunião da Comissão Nacional do PS, que decorre em Lisboa.
“Nos últimos dias, depois de meses de trabalho persistente, fomos capazes de travar duas medidas profundamente injustas, desumanas: a contrarreforma laboral e a Prestação Social Única. Foi uma vitória do Partido Socialista”, disse, numa intervenção no início da Comissão Nacional do PS, em Lisboa.
A reunião do órgão máximo entre congressos começa às 14:00, num hotel no Centro de Lisboa, com uma intervenção aberta à comunicação social do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro.
Estas posições foram assumidas na Assembleia da República pelo presidente do PS/Açores e deputado eleito por esta região, Francisco César, e pelo deputado do PS eleito pela Madeira, Emanuel Câmara, numa sessão plenária comemorativa dos 50 anos das autonomias regionais.
“Manifesto o meu profundo pesar pelas vítimas dos sismos que se fizeram sentir na Venezuela e expressamos a nossa solidariedade para com todas as pessoas afetadas por esta tragédia”, disse o líder socialista numa mensagem enviada à agência Lusa.
“Vamos lá ver uma coisa, se governar fosse fazer anúncios, bem, nós tínhamos um dos melhores governos, certamente, do mundo, mas como governar é mais do que fazer anúncios, aí nós, de facto, estamos bastante pior”, disse José Luís Carneiro, no final de uma visita à empresa de conservas de peixe Ramirez, a mais antiga do mundo em laboração.