Para o grupo municipal do PS, no Funchal, a gratuitidade dos transportes públicos permitiria "resolver grande parte dos problemas de trânsito que se verificam na cidade – que se agravaram consideravelmente nos últimos meses – e que representaria uma grande ajuda financeira às famílias do Funchal".
O Governo enfrenta uma profunda crise política volvidos apenas três meses sobre as eleições. Tem maioria absoluta, mas só por inabilidade, ou por uma benesse do atual Presidente da República, chegará ao fim intacto.
As ilações a retirar das eleições francesas para o xadrez político nacional soam a sinal de alerta. A meu ver há que manter com solidez, transparência e espírito reformista q.b. uma saudável disputa democrática entre PS e PSD. Será isto exequível?
As Ordens recebem competências delegadas pelo Estado, pelo que devem prestar contas disso mesmo em sede própria: a Assembleia da República e também à sua tutela. Todavia, este escrutínio não pode ficar pelo envio de um relatório.
Apesar de estabilizar face ao PIB, a dívida voltou a crescer no primeiro trimestre deste ano, atingindo o segundo maior valor de sempre relativamente ao PIB, segundo dados do Banco de Portugal, 276 mil milhões de euros.
Ainda não sabemos se Luís Montenegro conseguirá cativar os portugueses como futuro primeiro-ministro, mas existem poucas dúvidas sobre a capacidade de mobilizar de imediato todo o PSD para o trabalho de oposição assertivo de que o país precisa.
Talvez devêssemos pensar que aqueles senhores na AR nos representam, quer queiramos quer não, e que não é suposto aquele hemiciclo transformar-se num grotesco espectáculo de 'stand-up comedy' ou num ringue de boxe.
As medidas a tomar para o futuro são as mesmas de sempre: apostar no sector privado, incrementando a criação de riqueza, tributável, reformando o sector público, premiando os melhores e não ter medo de emagrecer o peso do Estado.
Com este OE, os trabalhadores que tenham aumentos salariais perdem poder de compra, pondo em causa uma das maiores promessas eleitorais socialistas, que é a valorização salarial.
O Governo, em articulação com o sistema financeiro, deve assegurar maior empenhamento no crescimento económico sustentado das empresas privadas viáveis, tidas como os agentes motores da economia que geram riqueza e competitividade.
Não há consistência nem consolidação orçamental, e a carga fiscal para 2022 será “ainda maior” do que a prevista pelo Governo. Este orçamento, além de poder vir a agravar a crise social, também poderá ser um jogo tático do PS.
O caráter político do elenco, as pessoas de confiança do primeiro-ministro, a vontade aparente de concretizar, aliados à entrada de fundos, merecem um voto de confiança e esperança.