"O Governo continua a alta velocidade o seu espírito reformista e transformador", afirmou, em conferência de imprensa a partir do Entroncamento, Luís Montenegro, apontando para a linha de rumo "descarbonizar para crescer".
Luís Montenegro falava no final da reunião do Conselho de Ministros extraordinário dedicado à mobilidade e transição energética, que decorreu no Entroncamento (distrito de Santarém), antes das intervenções e da ministra do Ambiente e Energia, Graça Carvalho, e do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.
Fonte do PS confirmou à Lusa que os socialistas vão apresentar “em breve” uma contraproposta à que foi entregue pelo Governo para as negociações do Orçamento do Estado.
Na parte final do debate quinzenal, na Assembleia da República, Luís Montenegro argumentou que, se Pedro Nuno Santos é irredutível nestas matérias, deveria ter dito, de início, que iria inviabilizar "um programa onde conste a descida do IRC como o Governo a defende e do IRS como o Governo a defende".
“Essa atitude não é de alguém que queira um entendimento com o PS. Se um primeiro-ministro quer um entendimento com o PS, tem que respeitar o PS”, afirmou o líder dos socialistas, ressaltando a importância do respeito mútuo nas negociações políticas.
Pedro Nuno Santos destacou que, tanto o PS quanto o Governo, compartilham o objetivo de viabilizar o Orçamento do Estado e evitar uma nova convocação de eleições. Mencionou ainda que a proposta apresentada pelo PS ao Governo foi cuidadosamente elaborada para ser irrecusável.
Em entrevista ao "Público", Marina Gonçalves, antiga ministra da Habitação, considerou que "irrecusável é que o IRS Jovem e o IRC não constem no OE" e recusa que as eleições sejam inevitáveis. Governo e PS voltam a reunir esta quinta-feira.
Continuamos sem discutir que Estado queremos, que funções e responsabilidade deve o Estado ter. E enquanto a economia informal continuar a representar 35% do PIB, o OE poderá ser, em parte, uma obra de ficção.
A reunião vai realizar-se na residência oficial do primeiro-ministro ao final do dia, já depois do debate quinzenal na Assembleia da República, com arranque às 15 horas.
O PS referiu que nas campanhas eleitorais o PSD assegurou que quando o Governo da República fosse PSD os madeirenses iriam pagar apenas os 86 e os 65 euros, acrescentando que o que agora se verifica "é que irão continuar a pagar a totalidade" do valor da passagem.
O PS defendeu também a instalação de uma comunidade terapêutica na Região e considerou que é preciso dar resposta com o intuito de se "combater a continuidade dos consumos e prevenir recidivas".
Para Hugo Soares, “apenas por capricho, ou por taticismo eleitoral e partidário, ou por falta de capacidade de pôr o interesse nacional acima de qualquer pequeno interesse ou interesse partidário, é que é possível imaginar” que não haja entendimentos quanto à redução de impostos sobre os mais jovens e sobre as empresas.
O PS Madeira acusou o PSD Madeira e o PSD Açores de "usarem a Autonomia para servirem-se dela, para governar não para as pessoas, mas para o partido e para si próprios". Para o líder do PS Madeira, Paulo Cafôfo, a Madeira e os Açores "precisam de um sobressalto cívico", que tem que ser liderado pelo PS.
O Presidente da República parte em viagem para a Estónia e Polónia na próxima segunda-feira, dia 7 de outubro, e regressa a Lisboa na sexta, ou seja, nas 24 horas seguintes à entrega do documento na Assembleia da República.
O chefe de Estado afirma que, “sobretudo num Governo minoritário”, como é o executivo PSD/CDS-PP liderado por Luís Montenegro, “o programa do Governo tem de se tornar flexível”.
"Parece me evidente que ficaria praticamente impossível ao Governo ceder em matérias de IRS, IRC ou até numa série de outras matérias que vimos há bocado o secretário do PS referir", declara o líder do Chega.
Dois dos temas que têm estado no centro da discórdia política entre os dois partidos são o IRS e o IRC, tendo o líder da oposição revelado que não haveria cedências por parte do PS nestes dois temas.
"Proposta do Governo aos patrões de baixar o IRC em dois pontos percentuais e a redução das taxas de IRS em função da idade” em vésperas da reunião entre o secretário-geral do PS e o primeiro-ministro para negociação orçamental “foi recebida com estranheza” pelos socialistas.