Ensinar para duvidar num mundo com IA parece exigir, talvez paradoxalmente, mais presença, mais debate direto entre alunos e professores, mais confronto de ideias ao vivo, mais tempo dedicado ao processo de aprendizagem.
O primeiro-ministro reafirmou esta segunda-feira, em entrevista à CNN Portugal, que não se pode comprometer com algo que sabe que "não pode cumprir e que é insustentável para o país. "Não posso recuperar tempo de uma carreira se não recuperar para todas as outras", realçou.
Pedro Barreiros, secretário-geral da FNE: "A pergunta é: se o PS, nomeadamente o Governo, considera que esta proposta do PSD é possível e prevê já alguma coisa para o Orçamento do Estado para 2024 ou se, por outro lado, se vai manter intransigente".
Os dados foram tornados públicos pelo Ministério da Educação, que avança esta segunda-feira, 2 de outubro, uma ronda negocial para tornar a carreira docente mais atrativa.
As celebrações arrancam já este sábado e duram uma semana, estando a greve nacional convocada para 6 de outubro, último dia da Semana Europeia dos Professores e no dia seguinte à celebração do Dia Mundial do Professor. As nove organizações sindicais da convergência estão juntas no protesto.
Os deputados consideram que o início do ano letivo não começa bem, destacando problemas nas colocações de professores e atrasos no programa de recuperação das aprendizagens.
Na perspectiva dos comunistas, "a situação agravou-se, ferindo o núcleo essencial de garantias de uma escola pública de qualidade, que promova a equidade e o desenvolvimento das crianças e jovens".
Problema envolve oito mil professores. Ministério da Educação (ME) garantiu esta quinta-feira ao "Público" que apresentará “em breve às organizações sindicais uma proposta de resolução”.
Sondagem feita pela Aximage para o "Diário de Notícias" revela que 62% dos portugueses é da opinião de que o Governo "não fez o suficiente para se aproximar das reivindicações dos professores".
As escolas públicas perderam quase 10 mil docentes numa década e a maior quebra foi até 2014, segundo dados recentemente divulgados que mostram também uma classe docente cada vez mais envelhecida em todos os ciclos de ensino.
A Federação Nacional de Educação alerta para a necessidade de rever o calendário que estabelece o processo concursal, num ofício entregue esta quarta-feira, à tutela. Seria um grande passo na organização do ano escolar", afirma.
"A Rede de Cursos do Ensino Português no Estrangeiro (EPE), publicada a 28 de agosto, cerca de duas semanas depois de grande parte dos professores já terem iniciado as atividades letivas, vem confirmar o conhecido facto de se registar uma progressiva redução de docentes", aponta a FNE.
Coordenador do sindicato acusa Marques Mendes de mentir relativamente aos dados apresentados este domingo em que é referido que um professor do terceiro ciclo (quinze anos de experiência) aufere 41 mil euros por ano.
Os sindicatos como a FENPROF falharam redondamente, apesar do alarido. A única coisa que a FENPROF e outros asseguraram ao longo das últimas décadas foi a sua própria existência.
A desigualdade educativa não existe apenas entre o ensino público e o ensino privado, essa desigualdade também existe quando entre os alunos do ensino público uns têm professores e outros não.
Informática e Português são as disciplinas que registam maiores dificuldades de recrutamento, segundo Luís Lobo, do secretariado nacional da Fenprof, que cita dados da Federação em declarações ao JE.
"O senhor ministro tem que ter capacidade para ser governante, para ser ministro da Educação e para tomar medidas para que os alunos das nossas escolas tenham professores", acrescentou.
O ano letivo 2023/2024 arranca na próxima semana, entre os dias 12 e 15, e, mais uma vez, a dificuldade em contratar docentes volta a assombrar a reabertura das escolas, um problema que, não sendo novo, parece agravar-se ano após ano.
Certamente seria um erro ignorar os possíveis efeitos colaterais negativos do ChatGPT. No entanto, muitos já descobriram que a ferramenta pode ser incrivelmente poderosa.