Mais de cinco mil professores de baixa médica desde o início das aulas

Os dados foram tornados públicos pelo Ministério da Educação, que avança esta segunda-feira, 2 de outubro, uma ronda negocial para tornar a carreira docente mais atrativa.

Mais de cinco mil professores de baixa médica desde o início das aulas
professor

Mais de cinco mil professores apresentaram baixa médica desde que as aulas começaram, há três semanas, segundo dados avançados esta segunda-feira, 2 de outubro, pelo Ministério da Educação.

No dia em que o gabinete do Ministério da Educação inicia negociações com os sindicatos para apresentar um novo regime jurídico de habilitação profissional dos docentes, com o intuito de combater a falta de professores, fonte do Ministério revelou que as escolas têm mais de cinco mil pedidos de substituição por baixa médica desde a abertura do ano letivo.De acordo com a tutela, os casos acontecem um pouco por todo o país, notando-se uma ligeira incidência no norte.

Já a falta geral de professores, um dos maiores problemas com que lidam diariamente muitas escolas, nota-se mais na zona de Lisboa e no sul do país.

No inicio do ano, uma estimativa feita pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof) apontava para cerca de 80 mil alunos sem professores a pelo menos uma disciplina, uma situação que a estrutura sindical alertava que iria agravar-se até ao final do ano devido aos casos de docentes com turmas atribuídas mas que se iriam reformar.

A Fenprof apontava que, entre setembro e dezembro de 2023, iriam reformar-se mais de mil professores, deixando milhares de alunos sem aulas, uma vez que muitas das vagas que vão sendo abertas pelas escolas não têm candidatos.

Hoje, o ME avança com uma ronda negocial para tornar a carreira docente mais atrativa, defendendo que os alunos de mestrado passem a realizar no segundo ano letivo estágios remunerados, que poderão chegar a 1.600 euros brutos mensais, ou seja, o equivalente a um professor no 1.º escalão.

As propostas apresentadas aos sindicatos contam também com um conjunto de medidas a pensar nos docentes com habilitação própria.

Relacionado

Payshop reforça liderança nos pagamentos escolares e já abrange 800 mil alunos

Payshop reforça liderança nos pagamentos escolares e já abrange 800 mil alunos

Maria Teixeira Alves2 Set
O Cartão Escolar Pré-Pago, desenvolvido pela Payshop, unidade de pagamentos do Grupo CTT, em parceria com a Edubox e a Inovar Mais, está já presente em 135 entidades (129 municípios e 6 Juntas e Associações de Pais), abrangendo mais de três mil escolas e cerca de 800 mil alunos, o equivalente a aproximadamente 65% dos alunos da escola pública. Até julho deste ano, foram realizados 2,4 milhões de carregamentos, correspondentes a um montante superior a 54 milhões de euros.