Ensinar para duvidar num mundo com IA parece exigir, talvez paradoxalmente, mais presença, mais debate direto entre alunos e professores, mais confronto de ideias ao vivo, mais tempo dedicado ao processo de aprendizagem.
As escolas ainda procuram professores para cerca de 400 horários que continuam vazios, sendo os docentes de Informática, Português e Matemática os mais procurados, segundo uma análise feita pelo diretor escolar Arlindo Ferreira.
A proposta apresentada pela FENPROF ao ministério é destinada a "recuperar o tempo de serviço nos próximos 3 anos", sendo que esta entrega "visa garantir que o primeiro momento de faseamento terá enquadramento financeiro no Orçamento do Estado para 2024".
O ano letivo arranca entre 12 e 15 de setembro e as greves já convocadas por algumas organizações sindicais fazem antever um ano marcado pela contestação dos docentes, à semelhança do anterior.
Foi publicado esta sexta-feira em Diário da República e entra em vigor a 1 de setembro, o diploma que compensa os efeitos do congelamento das carreiras de professores e educadores de infância. Abrange 70 mil docentes, segundo o Ministério da Educação.
A FENPROF considera que é "importante a redução da contratação a termo, nesta fase, de 56% para 36%", que o "número de vinculações poderia ter sido superior se o regime de concursos fosse outro", e de que é necessário "conhecer as condições que reúnem os 20 800 docentes que continuam por colocar, transitando para as reservas de recrutamento".
João Costa explicou que a diferença entre a primeira versão – devolvida no final de julho ao Governo pelo Presidente da República - e a atual é que passam a estar abrangidos “não apenas os professores afetados pelos dois congelamentos, mas também os que tiveram apenas o segundo congelamento”.
O Presidente da República promulgou hoje o diploma do Governo sobre a progressão dos professores, que foi reformulado depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter vetado a primeira versão.
"O Presidente da República promulgou o diploma do Governo que estabelece um regime especial de regularização das assimetrias na progressão na carreira dos educadores de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário", divulgou o Palácio de Belém.
Com os cortes no crédito horário atribuído às escolas, com a falta de docentes e com a tardia divulgação das colocações destes, a FENPROF espera que este seja um início de ano letivo "cheio de constrangimentos".
Este domingo, o Presidente da República reconheceu que a alteração feita pelo Governo vai "provavelmente ser suficiente para promulgar" o documento. "Fica uma porta entreaberta", disse Marcelo para desilusão dos sindicatos.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, admitiu este domingo promulgar o novo diploma do Governo sobre a progressão dos professores por entender que deixa “uma porta entreaberta” para acelerar o avanço das carreiras dos docentes.
A Federação Nacional da Educação reuniu-se hoje com o ministro da Educação, mas não ficou a conhecer as alterações ao diploma vetado sobre progressão dos professores, lamentou o secretário-geral.
Da parte do Ministério da Educação, a discussão sobre a recuperação do tempo de serviço – principal desígnio da contestação dos professores ao longo do ano letivo – já tinha sido dada como concluída, mas os representantes dos professores defenderam a reabertura das negociações.
Um dia depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter vetado o diploma sobre a progressão na carreira dos professores, o Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira alterações ao diploma. Pouco se sabe a não ser que está numa “interação direta entre o Presidente da República e primeiro-ministro”.
Este veto, segundo a FNE, dá uma oportunidade ao Governo para se mostrar disponível para a "abertura de um processo negocial que vise a recuperação integral do tempo de serviço congelado, matéria que continua a constituir um fator de insatisfação e dos professores".
“Só este ano, graças à recém-criada vinculação dinâmica, a que se juntam os professores vinculados pela norma-travão, deixarão de estar em contratos precários 7.983 professores”, afirmou o ministro da Educação, em conferência de imprensa, em Lisboa.
Em entrevista ao "Público", o ministro das Finanças admite que a resolução de protestos poderia ser resolvida com dinheiro mas lembra que a sociedade portuguesa como um todo foi muito atingida durante os anos da troika.
O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, avançou hoje que o Plano de recuperação das aprendizagens vai ter menos professores no próximo ano letivo, por falta de fundos europeus.