Entre silêncios e omissões, a campanha eleitoral apresenta-se morna e apagada, mas a imigração desenfreada nas ruas da Europa poderá levar a resultados eleitorais escaldantes.
Apenas a força da opinião pública pode obrigar os governos ocidentais a retirarem o seu apoio à estratégia seguida por Netanyahu. Usemos a nossa força.
Apesar de alguns alimentarem a ilusão da reversão dos acontecimentos na Ucrânia, os decisores sabem que a possibilidade de isso acontecer é extremamente remota.
Neste tempo de voracidade, é urgente voltar ao início e reconhecer que, embora o mundo digital nos ajude e assombre, nascemos analógicos, seres irremediavelmente ligados ao mundo que nos circunda e à realidade em que nos inserimos.
O quadro actual está a tender para a criação de um cenário de judicialização da política, que é pelo menos tão indesejável como o de politização da Justiça.
Mais justiça, no sentido de melhores decisões judiciais, deverá ser prosseguida por mais e melhores meios, e esses meios também passam por mais investigação sobre o processo de decisão dos magistrados.
Quando os governos do Velho Continente se mostram preocupados com a subida das taxas de juro por parte do “insensível” BCE, fazem de conta que não sabem que, a longo prazo, a inflação alta é muito mais perniciosa do que os juros elevados.
É necessário que a Justiça seja célere, o que implica que os processos passem rapidamente da fase de investigação para a de acusação, respeitando o Estado de Direito e as garantias processuais dos cidadãos.
Até ao momento não há indicações de que o movimento anti-ESG seja significativo na Europa. Na verdade, a União Europeia tem sido líder mundial na adoção de políticas ambientais, sociais e de sustentabilidade.
A defesa e melhoria da qualidade da democracia também passa pelo cuidado com as emoções dos cidadãos, pelo exemplo das elites, pelo trabalho para prevenir injustiças.
Nabeiro falou mesmo depois de nos ter deixado. E outros falaram entretanto exprimindo o mesmo espírito contributivo para a sociedade, mas manifestando a sua independência.
As sociedades modernas exigem transparência e zelo na gestão da coisa pública e a TAP, por muito que os seus administradores não o compreendam, não é uma vaca sagrada.
Governar com propaganda para satisfazer a boa consciência de uma certa “elite” lisboeta e menosprezar o problema da corrupção é uma excelente receita para promover os extremismos.
Afinal, houve ou não houve imposição de requisitos pela Igreja, como afirma Carlos Moedas? Vaticano, Igreja Portuguesa, ou os dois? E qual o custo do cumprimento desses requisitos?
Tenho a certeza que em nenhum grupo privado do mundo se aceitaria indemnizar um administrador e nomeá-lo, acto simultâneo, para outra empresa do mesmo grupo.
Nesta quadra que agora vivemos, o contentamento dos cidadãos é, assim e por essa via, uma espécie de buffer que se consegue num certo período de acalmia, mesmo que tenhamos ficado pelo caminho no Mundial de Futebol.
Cristiano Ronaldo não pode esquecer-se que, nesta sociedade informacional que privilegia o momentâneo e o acessório, que privilegia o parecer sobre o ser, que confunde e deturpa valores, não terá quaisquer facilidades ou proteção relativamente a eventuais erros ou insucessos.
Para que existam hipóteses de convergência com a Europa, é essencial que a sociedade portuguesa supere a mentalidade dos jeitinhos, a vida a crédito, a estatolatria e a complacência em relação à promiscuidade política.
A TAP acabou de declarar resultados positivos no Trimestre, o que relançou discussões sobre a empresa e as opções da sua gestão. E tendo presente algumas decisões recentes, assistiremos a discussões mantidas muito mais no plano da emotividade do que da racionalidade.
Da Colômbia à Finlândia, há governos locais cujos projetos vingaram na sequência da utilização de estratégias de ‘venture capital’ na gestão do risco e no estímulo à inovação.