Num mundo de superpotências, os países médios e pequenos são presas isoladas, e a coligação é o mecanismo pelo qual os não-gigantes deixam de negociar sozinhos com gigantes.
O Governo admite que Portugal “não será dos mais rápidos” dos aliados da NATO a aumentar os gastos com defesa, mas garante que o país “não ficará para trás” e que isso será feito com gestão orçamental rigorosa.
Espanha comunicou hoje à NATO o desacordo com o aumento das despesas com a defesa para 5% do Produto Interno Bruto (PIB), como propôs o secretário-geral da organização, Mark Rutte, a todos os Estados-membros.
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou hoje que o rearmamento da NATO não representa uma ameaça para o país, assegurando que Moscovo dispõe das “capacidades de defesa” necessárias para fazer frente à aliança transatlântica.
Numa altura em que se aproxima a cimeira da NATO em Haia – onde os europeus devem previsivelmente esperar muito más notícias – é fundamental uma visão de conjunto sobre aquilo que é uma fase decisiva da geopolítica que interfere na vida de todos os europeus. Veja a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, defendeu que é “crucial trabalhar para uma desaceleração” da tensão no Médio Oriente, após os ataques aéreos lançados por Israel contra alvos no Irão.
“Precisamos de dar um salto quantitativo na nossa defesa coletiva (...). O perigo não desaparecerá, mesmo com o fim da guerra na Ucrânia”, defenderá Mark Rute, segundo um comunicado hoje divulgado pela Chatham House.
À margem de uma cerimónia de partida de 176 militares da Marinha para uma missão da NATO no Mar do Norte, Nobre de Sousa foi questionado sobre que caderno de encargos irá apresentar ao próximo executivo saído das eleições legislativas do passado dia 18, vencidas pela AD - coligação PSD/CDS-PP.
Este indicador consta no relatório anual do secretário-geral da Aliança Atlântica, relativo a 2024, publicado hoje, no qual é referido que um total de 22 países alcançou o limite mínimo de 2% do PIB.
Caças britânicos intercetaram aeronaves russas que voavam junto do espaço aéreo da NATO nos últimos dias, anunciou hoje o Ministério da Defesa britânico em comunicado.
Este e outros temas de importância capital para a casa comum a União são objeto de análise de António Vitorino, ex-ministro da Defesa e ex-Comissário Europeu, entre outros cargos, e eterna reserva do Partido Socialista.
Trump é um líder transacional e não relacional, pelo que temos uma política nacionalista e transacional sob o lema “America First”, que acaba com a ordem liberal internacional criada pelos próprios EUA.
Washington insiste em preservar a hegemonia, num vale-tudo, num mundo que já não existe, enquanto a Europa, sem projeto próprio, arrisca tornar-se mero apêndice de um sistema em transformação.
Politicamente, o Livro Branco é um marco. Coloca a defesa no centro da agenda europeia, onde tradicionalmente imperaram temas económicos e institucionais. Representa também um momento raro de lucidez estratégica.
O ministro dos Negócios Estrangeiros insistiu que “até agora o que vê é uma grande partilha de pontos de vista” e que foi feita uma avaliação “muito positiva” por parte dos outros 31 países que pertencem à Aliança Atlântica.
“É a maior despesa em defesa da parte europeia da NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte] desde a Segunda Guerra Mundial e isso é extremamente positivo”, disse Mark Rutte, à entrada para uma reunião ministerial no quartel-general da organização político-militar, em Bruxelas, capital da Bélgica.
Parece não restarem muitas dúvidas de que os líderes europeus não têm nas suas mentes uma estratégia de dissuasão, mas sim outra mais exigente em meios, para além de ser mais perigosa.