Num mundo de superpotências, os países médios e pequenos são presas isoladas, e a coligação é o mecanismo pelo qual os não-gigantes deixam de negociar sozinhos com gigantes.
Entre duas tacadas de golfe, Donald Trump consegue reduzir a Europa à sua insignificância económica e política. E dar mais uma machadada na sua credibilidade como potência global.
A nova NATO, embora vestida com os trajes do multilateralismo, é cada vez mais um clube de compradores. E a Europa, sem narrativa estratégica, tornou-se o cliente ideal: rico, culpado e sem exigências.
A estrela da companhia lusa é o drone AR3 que opera recorrendo a Inteligência Artificial e já conta com mais de 10 mil horas de voo de combate na Ucrânia, tendo “contribuído para a destruição” de ativos militares russos no valor de 3,5 mil milhões de euros.
Em vez de apelarem ao bom senso e à contenção, elites há que estão sequiosas por envolver os seus povos na guerra, fazendo vista grossa das consequências irreversíveis que uma aventura dessas terá para a Europa e para a humanidade.
A serem impostas, as ameaças englobam também os países que comprarem petróleo russo. O presidente norte-americano anunciou também tarifas de até 100% sobre as importações da Rússia. Está tudo suspenso por um período de 50 dias, durante os quais Trump quer a paz na Ucrânia.
A Defesa nacional é um bem público essencial. Podemos e devemos investir nela com responsabilidade, privilegiando projetos com elevado retorno económico e social, sobretudo no interior.
A digitalização das interacções no mundo contemporâneo não conhece fronteiras. Numa época em que não há um só espaço, estas fronteiras que matam tantos é um anacronismo que só a violência faz sobreviver.
“É sempre mais fácil investir na guerra do que na paz”, afirmou, no início da sessão plenária “Paz e Segurança, Reforma da Governança Global”, naquele que será o único discurso aberto ao público.
“Seremos capazes de satisfazer este compromisso com a NATO. Não precisamos de mais impostos”, afirmou Nuno Melo à Lusa, à margem da conferência “Proteger a Europa: enfrentar as ameaças de hoje e de amanhã”, uma iniciativa do grupo do Partido Popular Europeu (PPE) no Parlamento Europeu, que decorre hoje em Lisboa.
O Presidente ucraniano, que está na Dinamarca para o arranque oficial da presidência rotativa do Conselho da UE ocupada pelo país neste semestre, vincou que, apesar da suspensão do fornecimento de certas armas dos Estados Unidos à Ucrânia, Kiev ainda “conta com a continuação do apoio” de Washington.
Aparentemente, não é uma brincadeira, mas é preciso saber-se o que dirá Washington quando a ‘amiga’ Meloni apresentar o projeto como elegível para o esforço de financiamento da NATO. Custará, pelo menos no papel, 13,5 mil milhões de euros.
Depois de ter dito que está pronto para fazer regressar a Istambul as negociações para um cessar-fogo com a Ucrânia, o Kremlin lançou, na madrugada de domingo, o maior ataque aéreo ao território ucraniano desde o início da guerra. A Rússia diz agora que não quer a Ucrânia na União Europeia.
O antigo embaixador de Portugal na NATO considera que a Aliança Atlântica saiu mais forte da cimeira de Haia por três motivos, entre eles o reforço da solidariedade, tendo ficado “expressamente claro” que um ataque a um dos 32 aliados é um ataque a todos (artigo 5º).
O documento indica que o líder ucraniano implementou a decisão do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, de hoje, de saída da Convenção sobre a Proibição do Uso, Armazenamento, Produção e Transferência de Minas Antipessoais e sobre a sua Destruição.
“Eu aconselhava prudência. Primeiro é necessário ver se nós, com o mesmo nível de despesa, conseguimos fazer aquilo que nos propomos no âmbito da NATO ou da União Europeia e só depois passarmos para a situação seguinte, que é gastar mais”, afirmou António José Seguro aos jornalistas, em Guimarães, distrito de Braga, após um encontro com algumas dezenas de jovens num jardim da cidade.
Apesar do ‘amparo’ do Security Action for Europe (SAFE), o aumento da despesa na defesa não tem como deixar de ter impacto tanto no défice como na dívida pública, adverte o banco central.
Analistas dizem que os Estados Unidos não podem impor tarifas adicionais às que implicam a União Europeia quando em causa está um país do bloco. Mas Trump é conhecido por encontrar formas de rodear o que está negociado.
Mesmo sabendo que os investimentos serão feitos a várias velocidades e com as reticências de Espanha, que o presidente dos EUA ameaçou, os outros 30 membros da aliança comprometeram-se com tudo o que veio de Washington, aliviando-se do pânico de que a estrutura militar desaparecesse.
No caso trazido aqui à colação, a opção é entre o belicismo alegadamente preventivo ou o respeito por uma ideia de ‘civilização’ baseada em normas, respeito e direitos humanos.