Num mundo de superpotências, os países médios e pequenos são presas isoladas, e a coligação é o mecanismo pelo qual os não-gigantes deixam de negociar sozinhos com gigantes.
Todos querem ter os seus campeões nacionais de estimação, apesar do alto preço a pagar pelos consumidores e pelas economias. Uma Europa a várias velocidades é, portanto, a estratégia certa e não mera fragmentação.
Quatro aeroportos dinamarqueses então em alerta, nomeadamente o aeroporto de Aalborg, um importante centro comercial e militar, que esteve encerrado durante três horas. A polícia está a investigar o incidente que aparenta ser coordenado.
Na semana passada tanto a Polónia como a Roménia denunciaram a invasão do seu espaço por drones russos. O ministro de Defesa Nacional, Nuno Melo, confirmou que Portugal vai participar na operação 'Sentinela de Leste', da NATO, que visa reforçar a defesa do flanco oriental, dentro daquilo que é o contexto de "decisão dos aliados" e de acordo com as suas "possibilidades operacionais".
Macron queria que os EUA se comprometessem, mas, do “outro lado da linha”, não só não veio qualquer comprometimento, como Macron ouviu o que não esperava. Os EUA não colocarão forças terrestres na Europa, nem funcionarão como backstop das forças europeias.
O Ministério de Defesa russo afirmou num comunicado que “não houve intenção de atacar alvos em território polaco”, sem no entanto confirmar que os drones tinham efetivamente entrado no espaço aéreo polaco.
Membro da União Europeia (UE) e da NATO, a Eslováquia é fortemente dependente do gás russo, tal como a Hungria, sendo ambos os países conhecidos pelas posições pró-Moscovo.
Estas declarações da governante alemã surgem numa altura em que vários Estados europeus assumiram um compromisso de aumentar a sua despesa, ao nível do Produto Interno Bruto (PIB), para a defesa, ao nível da NATO, onde se inclui Portugal.
Dmitry Medvedev insurgiu-se contra essa possibilidade num extenso texto em que destaca que o direito internacional não pode colidir com decisões internas.
A produção da União Europeia em matéria de defesa tem um elevado nível de fragmentação. Alemanha e França querem apostar na reorganização da atividade com base nas melhores opções. Mas os interesses nacionais já começaram a interferir.
Estimativas hoje publicadas pela NATO indicam que Portugal deve este ano atingir a meta de destinar 2% do PIB à defesa, depois de o Governo ter antecipado este objetivo para 2025, acima dos 1,58% de 2024 e 1,33% em 2023.
De acordo com o relatório Despesas de Defesa dos Países da NATO (2014-2025), hoje divulgado, consolidando informação reportada pelos governos dos países aliados em relação a gastos militares executados ou previstos, Portugal irá dispender este ano mais de 5,9 mil milhões de euros, um aumento de quase 1,5 mil milhões de euros face ao estimado em 2024 e mais do dobro do registado em 2020.
Volodymyr Zelensky, que recebeu em Kiev o secretário-geral da Aliança Atlântica, Mark Rutte, pediu garantias "como as do artigo 5.º do Tratado da NATO, que são garantias muito eficazes".
A Rússia controla cerca de 88% do Donbass e 73% do Zaporizhzhia e do Kherson, segundo as estimativas dos Estados Unidos, estando disponível para entregar pequenas partes das regiões de Kharkiv, Sumy e Dnipropetrovsk, que controla como parte de um possível acordo para o fim da guerra.
Mais do que a segurança na Ucrânia, o grupo de países europeus que rumaram a Washington querem saber o que é feito da segurança na Europa. Um tema que vem da cimeira da NATO em Haia e que agora fica mais claro: não haverá tropas dos EUA na Ucrânia.
O responsável holandês, ressaltou, porém, que na reunião esta segunda-feira na Casa Branca não foi acordado o envio de tropas para o terreno nem foi concretizado o papel dos Estados Unidos.
No fim, talvez a história registe esta viagem não como a defesa heroica de Kiev, mas como a consolidação de um padrão: o de uma Europa que paga a reconstrução americana, que aceita ditames estratégicos exteriores e que se resigna ao papel de bloco económico subalterno.
Trata-se de uma “reunião preparatória” que se realizará antes do encontro com Trump na Casa Branca, a residência oficial do Presidente dos Estados Unidos, disse o executivo europeu na agenda oficial, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).
Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia reúnem-se esta segunda-feira para discutir os próximos passos numa matéria em relação à qual estão desde a primeira hora afastados.
Era preferível que Trump não tivesse iniciado este conflito comercial com o resto do mundo, mas os termos alcançados pela UE parecem razoáveis dentro das limitações europeias.
Um dia mau para o comércio internacional, mas podia ter sido pior com uma escalada desnecessária nas relações comerciais transatlânticas. Evitou-se uma guerra comercial.