Num mundo de superpotências, os países médios e pequenos são presas isoladas, e a coligação é o mecanismo pelo qual os não-gigantes deixam de negociar sozinhos com gigantes.
Naquilo que os analistas leem como a entrada numa fase de desespero, o presidente dos Estados Unidos, mais uma vez abandonado pela NATO, adverte para dura resposta ao bloqueio do estreito de Ormuz.
Orbán caiu. E a União Europeia, se quiser mesmo aprender com Budapeste, deve perceber isto: os populismos não são derrotados apenas com sermões sobre valores, liberalismo ou união, mas quando deixam de conseguir esconder a corrupção, a mediocridade e o desgaste de um poder demasiado longo.
Acossado pelo descontrolo no fornecimento de combustíveis fósseis e pela falta de apoio internacional e da opinião interna, o presidente dos EUA quer acabar com a guerra. Mas abre as portas a intervenções punitivas esporádicas.
Saindo os Estados Unidos do perímetro da aliança atlântica, como ameaça, ou acabando por não sair, o certo é que a organização já não cumpre os mínimos para que possa ser ainda considerada eficaz. Veja a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
As autoridades da Roménia não definiram a origem do aparelho telepilotado, mas adiantaram que foi desviado pelas armas de defesa antiaéreas ucranianas, sendo frequentes as incursões daquele tipo de projéteis usados para atacar a Ucrânia no território romeno.
Mark Rutte mostrou o seu apoio aos ataques dos EUA ao Irão e defendeu o envolvimento da Europa. Europeus não gostaram e consideram que o neerlandês mostra-se muito próximo das posições de Trump.
“É um tipo diferente de interação. Temos de modernizar e adaptar continuamente os sistemas”, afirmou o comandante das Forças Armadas holandesas, Onno Eichelsheim durante sua participação em um programa de televisão pública, onde detalhou o alcance da medida.
Donald Trump voltou a exigir ajuda para defender a navegabilidade do Estreito de Ormuz, desta vez aos Estados-membros da NATO, ameaçando com consequências aqueles que não aceitarem. A Alemanha, aliada dos EUA desde a primeira hora, está aumentar o volume das críticas a Washington.
Uma Europa que depende do exterior para se aquecer, para se defender e para estabilizar a sua vizinhança torna-se mais vulnerável à pedagogia dos charlatães. E estes, como a história europeia recorda com demasiada frequência, raramente chegam ao poder prometendo destruir a ordem. Chegam prometendo salvá-la.
Debate sobre uma possível intervenção da NATO ao lado dos Estados Unidos e de Israel está a aquecer: afinal a Turquia – para onde se dirigiam dois mísseis iranianos intercetados pela aliança – já foi visada.
O acordo foi formalizado através da Canadian Commercial Corporation (CCC), empresa pública do Governo do Canadá responsável por contratos governamentais internacionais, em parceria com a General Dynamics Mission Systems–Canada (GDMS-Canada), empresa tecnológica do setor da defesa.
Numa guerra de desgaste, o fator tempo favorece quem suporta perdas prolongadas e mobiliza recursos industriais de forma sistemática. A Rússia falhou nos seus objetivos políticos centrais. Mas não colapsou.
Francisca Mendes da Costa, sócia da área de Público, explica que "a criação do setor de Defesa e Segurança foi uma formalização de décadas de experiência" da sociedade de advogados nesta área.
Num cenário adverso, uma brigada pode perder, em poucas horas, a maior parte do seu equipamento de combate. Isto equivale a declarar obsoleta uma parte significativa da doutrina terrestre ocidental.
“O que vi e ouvi hoje é diferente de qualquer reunião da NATO em que tenha participado, e estive em muitas desde 2010”, afirmou Rutte no final da reunião de ministros da Defesa dos aliados em Bruxelas.
Rússia reagiu ao anúncio, declarando que tomará contramedidas, incluindo de “natureza militar”, caso os países ocidentais reforcem a presença militar na Gronelândia.
Citando fontes diplomáticas, a agência noticiosa AFP adianta que Washington irá abdicar da liderança do Comando Conjunto Aliado (JFC, na sigla em inglês), sediado em Nápoles (sul de Itália) e focado nas operações na região sul da Europa e do Atlântico, que será assumido por Roma.
Uma enigmática reunião entre o presidente dos EUA e o secretário-geral da NATOparece ter desbloqueado um impasse que tinha tudo para se tornar num confronto. A ausência de novas tarifas é a primeira boa notícia. Falta o resto.